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Um levantamento da Sala Digital, parceria da Band com o Google, indica que as buscas por habilitação para moto (categoria A) mais do que dobraram nos últimos cinco anos e triplicaram nos últimos dez anos. Pode-se dizer que essa crescente busca acompanha a mudança no perfil do motociclista brasileiro. De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o número de mulheres com CNH categoria A passou de 6,2 milhões em 2013 para mais de 10,3 milhões em 2023 — um crescimento de 65,8% na última década. Para o público masculino, o aumento foi de 36,2% no mesmo período.
O crescimento de mulheres ao volante das motos também reflete uma demanda por produtos mais específicos, como capacetes adaptados ao corpo feminino. As buscas por "capacete feminino" ou "capacete para mulher" dobraram nos últimos cinco anos, uma tendência que surge à medida que mais mulheres entram no mercado de motocicletas, exigindo equipamentos que atendam às suas necessidades de conforto e estilo.

Motocicletas: uma opção de mobilidade para mulheres
As mulheres estão cada vez mais se apropriando das ruas. Além da mobilidade prática e econômica, a moto tem se mostrado uma importante ferramenta de autonomia para muitas brasileiras, especialmente nas grandes cidades, onde o trânsito é um desafio diário. Além disso, muitas mulheres têm ingressado no mercado de entregas e transportes urbanos, o que pode explicar a crescente demanda por capacetes e outros produtos feitos especialmente para elas.
Segundo a Abraciclo, associação que representa os fabricantes de motocicletas, as mulheres já são responsáveis por 31% das compras de motos no Brasil. Esse número tem crescido constantemente e reflete uma mudança significativa no comportamento do mercado.
Mudança de perfil: mulheres saem da garupa para a pilotagem
O aumento do número de mulheres no universo motociclístico também é visível nas redes sociais e nos eventos de motociclismo, onde surgiram iniciativas como o Movimento Aceleradas e Ladies of the Road, que visam criar uma comunidade de pilotas e fortalecer a representatividade feminina. As mulheres, que antes eram vistas predominantemente como passageiras, estão cada vez mais assumindo o comando das motos, refletindo não apenas uma mudança de comportamento, mas também um mercado em plena transformação.
A tendência de mais mulheres ao volante das motos mostra que o espaço feminino, antes limitado, está se expandindo — e a mobilidade sobre duas rodas é uma realidade crescente e sem volta.
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