Um relatório da Polícia Federal aponta que o pastor Silas Malafaia instigou o ex-presidente Jair Bolsonaro a descumprir as medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
O documento aponta que Malafaia indicava de forma precisa os melhores horários para que fossem feitas retransmissão de conteúdos nas redes sociais. Além disso, o pastor também indicava o canal mais adequado para o compartilhamento.
Vale ressaltar que Silas Malafaia atuou com adesão subjetiva ao intento criminoso, instigando e auxiliando Jair Bolsonaro a descumprir as medidas cautelares até então vigentes no âmbito da Ação Penal 2.668/DF, consubstanciada na proibição de retransmissão de conteúdos nas redes sociais. Nesse sentido, verificou-se que Malafaia indicava de forma precisa os melhores horários em que as postagens deveriam ser retransmitidas e o canal mais adequado ao compartilhamento (lista de transmissão) de forma a amplificar a audiência e atingir o maior número de pessoas possível. Dessa forma, o dolo na conduta dos investigados restou evidenciado a partir do conjunto de ações previamente ajustadas e deliberadas, construídas de modo consistente e gradual, com a finalidade de alcançar interesses ilícitos, em clara tentativa de coerção de autoridades públicas e cerceamento do livre exercício dos poderes constituídos.
Entenda
A Polícia Federal realizou uma operação de buscas e apreensões contra o pastor Silas Malafaia no momento em que ele desembarcava no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em voo que chegava de Lisboa, em Portugal.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O pastor teve o celular apreendido.
Na decisão, o ministro determina a proibição da comunicação entre Malafaia e o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, inclusive através de advogados.
Malafaia também está proibido de deixar o Brasil.
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