
Cantareira opera em nível de restrição máxima
Agência Brasil
Resumo
Sequência de dez dias sem queda no volume armazenado foi registrada nos mananciais do sistema integrado da Região Metropolitana de São Paulo, que atingiram 32,6% de capacidade nesta sexta-feira, com destaque para o sistema Cantareira, que apresentou recuperação moderada, operando com 21,10% do volume total.
Comparação com o histórico mostra que, apesar de melhora em relação à maior crise hídrica de 2015, o cenário ainda requer cautela, com desempenho variado entre os sistemas: Alto Tietê subiu para 27,9%, Guarapiranga avançou para 65,2%, enquanto São Lourenço e Rio Claro tiveram pequenas quedas em seus volumes.
Classificação da situação hídrica pela Sabesp permanece em alerta, segundo a vice-presidente Samanta Souza, devido a fatores climáticos adversos, incluindo chuvas abaixo do previsto e dificuldades de absorção da água pelo solo após longo período de estiagem.
Os mananciais do sistema integrado da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) completam nesta sexta-feira (23) uma sequência de dez dias sem registro de queda no volume armazenado.
Nesta sexta, o nível total atingiu 32,6%, alta de 0,3 ponto porcentual em relação à véspera, segundo dados divulgados pela Sabesp. Apesar da estabilidade recente, o cenário ainda é de cautela, principalmente para o sistema Cantareira.
Na mesma data de 2015, época da maior crise hídrica já registrada no Estado, o sistema integrado metropolitano operava em faixa negativa. A comparação, no entanto, não é direta, uma vez que a capacidade total do sistema atualmente é maior.
Em relação ao desempenho mensal, o cenário é mais favorável. Em 23 de dezembro, o sistema integrado operava com volume de 27%, 5,6 pontos porcentuais abaixo do nível atual. A queda mais recente, de 0,1%, foi registrada em 13 de janeiro.
No sistema Cantareira, o mais relevante da RMSP, a recuperação foi mais moderada. Hoje, os reservatórios operam com 21,10% do volume total ante 20,80% há um mês, avanço de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o resultado indica melhora, após os volumes terem ficado abaixo de 20% recentemente.
O desempenho, no entanto, não tem sido uniforme entre os sistemas. O Alto Tietê, por exemplo, opera com 27,9% nesta sexta-feira, alta de 0,5 pp na comparação com o dia anterior. Já o Guarapiranga avançou 1,2 pp, para 65,2%. Em sentido oposto, o São Lourenço registrou queda de 0,9 pp, para 68,4%, enquanto o Rio Claro recuou 0,5 pp, para 52,2%.
Alerta
Diante desse cenário, a Sabesp classifica a situação hídrica da Região Metropolitana de São Paulo como um momento de alerta. "Embora seja melhor do que em 2015, trata-se do segundo pior cenário dos últimos 20 anos em termos de volume", afirmou a vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da companhia, Samanta Souza.
Segundo a executiva, os fatores climáticos seguem como um desafio. Embora o período seja tecnicamente úmido, os volumes de chuva têm ficado abaixo do inicialmente previsto, enquanto o longo período de estiagem dificulta a absorção da água pelo solo.

