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Protesto de aposentados com participação de 'barras bravas' termina em confusão na Argentina

Ato contra a queda no poder de compra dos pensionistas teve a participação de torcidas organizadas, militantes contrários ao governo Milei e sindicatos

WESLEY BIÃO

12/03/2025 • 19:35 • Atualizado em 12/03/2025 • 19:35

Torcedor do Tigres atira objeto contra as autoridades na manifestação desta quarta-feira

Torcedor do Tigres atira objeto contra as autoridades na manifestação desta quarta-feira

Agustin Marcarian/Reuters

Uma manifestação de aposentados em Buenos Aires, na tarde desta quarta-feira (12), terminou em confusão depois que sindicatos, militantes contra o governo de Javier Milei e integrantes das barra bravas – as torcidas organizadas dos clubes argentinos – se juntaram à passeata. O número de presos e feridos ainda é incerto. Segundo o jornal La Prensa, jornalistas que estavam cobrindo o ato foram presos pela Polícia Federal.

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A imprensa argentina relata que os torcedores e outros militantes lançaram pedras contra os policiais e incendiaram lixeiras na Praça do Congresso, onde ocorreu a mobilização. Um carro da polícia da capital argentina foi incendiado. Os agentes, por sua vez, responderam com bombas de gás lacrimogênio, jatos d'água e tiros de bala de borracha.

O protesto dos aposentados é tradicional e ocorre toda quarta. Eles protestam contra a queda anual de seu poder de compra e exigem reajustes nas pensões e melhores condições de vida. Atualmente, os pensionistas argentinos recebem 279 mil pesos, o equivalente a R$ 1,3 mil. O governo concede um “reforço” de 70 mil pesos (R$ 338), mas o valor ainda os mantém abaixo da linha da pobreza.

De acordo com a agência de notícias AFP, os barra bravas se uniram ao evento desta quarta depois que torcedores do Chacarita, time de Buenos Aires, participaram da passeata da última semana como resposta a uma agressão sofrida por um apoiador veterano do clube. Apoiadores de clubes tradicionais, como River Plate, Boca Juniors e Independiente estiveram presentes no ato.Segundo um porta-voz do governo argentino, Manuel Adorni, afirmou que a ação era uma “marcha de barra bravas seguramente de esquerda, com convicção baixa, muito baixa ou nula”.

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