
Manifestação no DF neste domingo
REUTERS/Mateus Bonomi
Resumo
Manifestação organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu cerca de 18 mil pessoas em Brasília, com críticas ao presidente Lula, faixas pedindo impeachment e caminhada de apoiadores de Paracatu a Brasília.
Incidente com raio atingiu manifestantes durante o evento, deixando 72 pessoas socorridas, 32 encaminhadas a hospitais e oito em condições instáveis, segundo informações do Corpo de Bombeiros.
Contagem do público foi feita por pesquisadores da USP e ONG More in Common, usando fotos aéreas e inteligência artificial para garantir precisão, apontando pico entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes.
A manifestação organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu 18 mil pessoas em Brasília, neste domingo, 25, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP) e da ONG More in Common.
Com margem de erro de 12%, o cálculo aponta um público, no momento de pico, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes, segundo a análise. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.
Nikolas promoveu uma caminhada com apoiadores que andaram de Paracatu (MG) até Brasília durante nesta semana. O evento foi batizado de "Caminhada pela Paz" e movimento "Acorda, Brasil".
A manifestação foi marcada por coros com críticas ao presidente Lula e faixas pedindo o seu impeachment. Um carro de som foi posicionado na praça para permitir a realização de discursos.
Um raio atingiu a área, algumas pessoas ficaram desacordadas e 72 precisaram ser socorridas pelo Corpo de Bombeiros no local. Ao todo, 32 pessoas foram levadas para dois hospitais e oito apresentavam 'condições instáveis'.
Para o cálculo do número de manifestantes, foram tiradas fotos em dois diferentes horários, às 10h45 e 15h15, totalizando 24 imagens. Foram selecionadas 7 fotos tiradas às 15h15, momento de pico da aglomeração. As imagens cobriam toda a extensão da manifestação, sem sobreposição.
No método, segundo o monitor da USP, um drone tira fotos aéreas e o software analisa as imagens para identificar e marcar automaticamente as cabeças das pessoas.
Usando inteligência artificial, o sistema localiza cada indivíduo e conta quantos pontos aparecem na imagem. Esse processo garante uma contagem precisa, mesmo em áreas densas, de acordo com os analistas.

