Resumo
Manifestantes ligados a movimentos de direita realizaram protestos simultâneos em ao menos 20 capitais brasileiras, com críticas ao presidente Lula, ao STF e pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Deputados e senadores como Nicolas Ferreira, Tomé Abduch, Flávio Bolsonaro e Bia Kicis participaram da organização e dos discursos, enquanto divergências entre lideranças bolsonaristas sobre pautas e estratégias ficaram evidentes nos atos.
Mobilização foi comunicada às autoridades, contou com esquema de segurança e ocorreu sem registros graves, sendo observada por aliados como termômetro político para as próximas eleições e a capacidade de mobilização do campo da direita.
Manifestantes ligados a movimentos de direita se reuniram neste domingo (1º) na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, em um ato com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O protesto foi convocado pelo deputado federal Nicolas Ferreira (PL-MG) e ocorre simultaneamente em ao menos 20 capitais brasileiras.
Na capital paulista, a concentração começou por volta das 14h, nas imediações do MASP. Um trio elétrico foi montado no local, onde lideranças políticas discursaram ao longo da tarde. No início do ato, foi executado o Hino Nacional.
Entre as principais pautas estão pedidos de “Fora Lula”, críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e da transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar.
O deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos) foi um dos primeiros a discursar em São Paulo. A expectativa dos organizadores era de aumento no público ao longo da tarde, especialmente com a chegada de Nicolas Ferreira, principal nome por trás da convocação.
O ato também é visto como um termômetro político dentro do campo da direita, em meio às articulações para as próximas eleições presidenciais. Está prevista a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado por aliados como possível nome do grupo para a disputa ao Planalto. Na sexta-feira (29), ele esteve em São Paulo ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), em encontro no Palácio dos Bandeirantes, o que foi interpretado como sinal de alinhamento político.
A mobilização, no entanto, expôs divergências entre lideranças bolsonaristas. Parte do grupo defendia que o foco do protesto fosse exclusivamente a anistia aos presos do 8 de janeiro e a situação jurídica de Jair Bolsonaro, enquanto outra ala priorizou críticas ao STF e pedidos de impeachment de ministros da Corte.
Em Brasília, o ato foi organizado pela deputada Bia Kicis (PL-DF), com a presença de parlamentares como os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Rogério Marinho (PL-RN) e Izalci Lucas (PL-DF). Também há registros de manifestações em cidades como Porto Alegre, Goiânia, João Pessoa e Manaus.
Segundo organizadores, os atos foram comunicados previamente às autoridades e contam com esquema de segurança. Até o início da tarde, não havia registro de ocorrências graves.
As manifestações acontecem em um momento de intensificação das articulações políticas no campo da direita, com disputas internas sobre liderança e estratégia eleitoral. A adesão aos atos deve ser observada por aliados como indicativo da capacidade de mobilização do grupo nas ruas.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

