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Brasil

Marcola e familiares são alvos de operação que prendeu Deolane Bezerra

Ação é resultado de investigação de alta complexidade que revelou uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar e reinserir na economia formal valores vinculados ao PCC

2 min

21/05/2026 07:55 • Atualizado há 155 dias

Marcola e familiares são alvos de operação que prendeu Deolane Bezerra

A operação que prendeu a influenciadora digital Deolane Bezerra, deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo nesta quinta-feira (21), também mira integrantes da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, chefe do PCC, e o irmão dele, Alejandro Camacho, que já estão presos, foram alvos de novos mandados de prisão. Eles cumprem pena no presídio federal de Brasília.

Segundo a corporação, a ação é resultado de uma investigação de alta complexidade que revelou uma engrenagem financeira milionária utilizada para ocultar, dissimular e reinserir na economia formal valores vinculados à alta cúpula do PCC.

A investigação começou em 2019, quando bilhetes e manuscritos foram apreendidos pela Polícia Penal na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista, em poder de dois sentenciados.

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O material revelou elementos relacionados à dinâmica interna da organização criminosa, à atuação de lideranças encarceradas e a possíveis ataques contra agentes públicos. A partir disso, a Polícia Civil passou a aprofundar as diligências, instaurando três inquéritos policiais sucessivos, cada um responsável por revelar uma nova camada da estrutura criminosa investigada.

O primeiro inquérito teve como foco direto os dois sentenciados que estavam na posse dos manuscritos. A análise do material apreendido permitiu identificar referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos.

Esses dois indiciados foram condenados e inseridos no sistema penitenciário federal. Ocorre que dentre os trechos analisados, chamou atenção a citação a uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela organização criminosa.

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Essa menção deu origem ao segundo inquérito policial, que buscou identificar quem seria a mulher mencionada nos bilhetes e qual seria a relação da transportadora com o grupo criminoso. As diligências conduziram a uma empresa sediada em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro.

A investigação resultou na Operação Lado a Lado, que revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.

Durante a fase ostensiva da Operação Lado a Lado, a apreensão de um aparelho celular abriu uma nova frente investigativa. O conteúdo extraído do dispositivo revelou conversas com pessoas ligadas à cúpula da facção criminosa, além de indícios de repasses financeiros e conexões com a influenciadora digital.

Marcola e familiares são alvos de operação que prendeu Deolane Bezerra