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Marina Silva defende reforma sistema global de financiamento climático: "ponto de não retorno"

Ministra também fez um alerta ao lembrar que a comunidade científica aponta que o planeta se aproxima de um ponto de "não retorno"

Da redação
DA REDAÇÃO

04/11/2025 • 15:27 • Atualizado em 04/11/2025 • 15:36

Marina Silva esteve na Câmara dos Deputados

Marina Silva esteve na Câmara dos Deputados

Reprodução/Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defende a urgência de uma reforma no sistema global de financiamento climático, com foco em viabilizar a transição ecológica dos países menos desenvolvidos. A declaração ocorre nesta terça-feira, a seis dias do início da 30ª edição da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 30).

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Durante o evento PRI in Person, realizado em São Paulo pela organização Princípios para o Investimento Responsável (PRI), a ministra enfatiza a necessidade de viabilizar recursos para que nações em desenvolvimento possam avançar na sustentabilidade. “É urgente viabilizar recursos para que os países menos desenvolvidos façam suas transições e avancem na sustentabilidade”, afirma Marina Silva.

Transição justa e risco de “não retorno”

A ministra ressalta que os veículos de investimento sustentável precisam ser transformados em algo "previsível e justo", capaz de apoiar a "resiliência das populações de maior risco".

Marina Silva também faz um alerta ao lembrar que a comunidade científica aponta que o planeta se aproxima de um ponto de "não retorno". Segundo a ministra, o aumento da temperatura média global já traz riscos para a vida humana e para a economia. Para reverter esse cenário, ela defende uma "transição justa para um novo modelo de desenvolvimento", que seja baseado em fatores sociais, econômicos e ambientais de sustentabilidade.