
Faixa de Gaza
REUTERS/Mahmoud Issa
Reservistas navais e dezenas de médicos das Forças de Defesa de Israel (FDI) acrescentaram duas cartas à dos veteranos da Força Aérea “exigindo” a imediata libertação dos reféns e o fim da guerra em Gaza.
Um protesto antiguerra em Haifa, nesta quinta-feira à noite, foi reprimido pela polícia, que o considerou ilegal. Mais de 20 manifestantes foram presos e seus cartazes, “Pare o genocídio” e “Impeçam os comboios de ajuda ao bombardeio”, rasgados. Ontem, médicos israelenses protestaram contra a morte de 15 socorristas palestinos, há duas semanas.
Com as três cartas antiguerra circulando, o governo informou a existência de negociações para libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos. Não deu detalhes, nem onde estão ocorrendo os encontros. O primeiro-ministro Netanyahu comunicou que “reitera seu compromisso de alcançar todos os objetivos da guerra: resgatar os nossos reféns, eliminar o Hamas e garantir que Gaza não represente mais uma ameaça a Israel”.
A carta das forças da marinha foi assinada por 150 oficiais reservistas. E a dos médicos, por “dezenas” que servem em várias unidades das FDI: “Exigimos o retorno imediato dos reféns e a cessação dos combates na Faixa de Gaza”, diz a carta dos médicos. “Em 7 de outubro (de 2023), orgulhosamente nos levantamos para defender o Estado de Israel. Depois de mais de 550 dias de luta, que já teve um grande impacto no país, sentimos, dolorosamente, que a continuação da guerra está servindo, principalmente, a interesses políticos e pessoais, sem nenhum propósito de segurança”.
Centenas dos mil reservistas que publicaram uma carta-anúncio nos jornais israelenses começaram a ser expulsos da Força Aérea. A ameaça é a de que todos serão. Mas não há confirmação oficial.
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