
Mauro Cid chegando em casa após tirar tornozeleira no STF
Mateus Bonomi/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Resumo
Tenente-coronel Mauro Cid compareceu ao Supremo Tribunal Federal, retirou a tornozeleira eletrônica e recebeu orientações sobre o cumprimento de sua pena em regime aberto, após condenação na trama golpista.
Condições de cumprimento da pena incluem proibição de sair de Brasília, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, além de restrições ao uso de redes sociais e comunicação com investigados.
Benefícios da delação premiada para Cid incluem desbloqueio de bens e possível escolta da Polícia Federal, devido às informações fornecidas nas investigações sobre atividades durante o período em que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passou uma audiência nesta segunda-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) e retirou a tornozeleira eletrônica.
Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.
O militar está proibido de sair de Brasília e deverá cumprir recolhimento domiciliar entre as 20h e as 6h. O recolhimento deverá integral nos finais de semana, ou seja, ele não poderá sair de casa.
Cid também está proibido de portar armas, utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.
Por ter delatado os fatos que presenciou durante o período em que trabalhou com Bolsonaro, Mauro Cid passará usufruir dos benefícios da delação, deixará de usar tornozeleira eletrônica e poderá ter escolta de agentes da Polícia Federal para fazer a sua segurança e de familiares. Os bens dele também vão ser desbloqueados.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

