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Mauro Cid passa por audiência no STF e retira tornozeleira eletrônica

Cid também está proibido de portar armas, utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista

Da redação
DA REDAÇÃO

03/11/2025 • 15:32 • Atualizado em 03/11/2025 • 15:32

Mauro Cid chegando em casa após tirar tornozeleira no STF

Mauro Cid chegando em casa após tirar tornozeleira no STF

Mateus Bonomi/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

Resumo

Tenente-coronel Mauro Cid compareceu ao Supremo Tribunal Federal, retirou a tornozeleira eletrônica e recebeu orientações sobre o cumprimento de sua pena em regime aberto, após condenação na trama golpista.

Condições de cumprimento da pena incluem proibição de sair de Brasília, recolhimento domiciliar noturno e aos finais de semana, além de restrições ao uso de redes sociais e comunicação com investigados.

Benefícios da delação premiada para Cid incluem desbloqueio de bens e possível escolta da Polícia Federal, devido às informações fornecidas nas investigações sobre atividades durante o período em que foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, passou uma audiência nesta segunda-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF) e retirou a tornozeleira eletrônica.

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Durante a audiência, Cid recebeu as orientações que deverá seguir durante o cumprimento da pena de dois anos de prisão em regime aberto pela condenação na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista. O procedimento foi conduzido por um juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes.

Na semana passada, Moraes determinou o início do cumprimento da condenação. Por ter assinado acordo de delação premiada durante as investigações, Cid não ficará preso.

O militar está proibido de sair de Brasília e deverá cumprir recolhimento domiciliar entre as 20h e as 6h. O recolhimento deverá integral nos finais de semana, ou seja, ele não poderá sair de casa.

Cid também está proibido de portar armas, utilizar as redes sociais e se comunicar com investigados nos processos sobre a trama golpista.

Por ter delatado os fatos que presenciou durante o período em que trabalhou com Bolsonaro, Mauro Cid passará usufruir dos benefícios da delação, deixará de usar tornozeleira eletrônica e poderá ter escolta de agentes da Polícia Federal para fazer a sua segurança e de familiares. Os bens dele também vão ser desbloqueados.