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Mauro Cid teria planejado sacar US$ 68 mil de venda de relógios aos poucos para evitar suspeita

Delação premiada do ex-ajudante de ordens detalha ida aos Estados Unidos para comercializar kit de Rolex e Patek Philippe, recebidos como presente

Da redação
DA REDAÇÃO

19/02/2025 • 12:49 • Atualizado em 19/02/2025 • 12:49

Mauro Cid

Mauro Cid

Agência Brasil

Mauro Cid detalhou em delação como planejou ao lado do pai, Mauro Cesar Lourena Cid, a forma para evitar suspeitas do saque de US$ 68 mil oriundos da venda dos kits de relógios recebidos por Jair Bolsonaro como presente à época em que era presidente da República.

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A delação do ex-ajudante de ordens teve o sigilo suspenso pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (19). Na delação, Cid contou que negociou o kit do relógio Rolex dado pela Arábia Saudita por e-mail, telefone e presencialmente. Ele aproveitou a ida da comitiva presidencial para ir até a loja, que ficava na Filadélfia, para fazer a venda deste relógio e de um Patek Philippe, rendendo US$ 68 mil, algo em torno de R$ 363,8 mil. O pagamento teria sido feito na conta do pai de Mauro Cid, a pedido do ex-ajudante de ordens. Após a venda dos relógios, Cid teria entregado US$ 18 mil em espécie de outra venda de itens do kit do Rolex a Jair Bolsonaro. Os US$ 68 mil seriam sacados de forma fracionada e entregue à medida que alguém conhecido viajasse dos Estados Unidos ao Brasil. Após o pedido do Tribunal de Contas da União de devolver as joias, Cid, Marcelo Câmara e Osmar Crivelatti tentaram recuperar as joias nas lojas nos EUA. O advogado Frederick Wasseff seria o responsável por recuperar o Rolex.

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