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Médicos alertam para cuidados no volante durante gestação e puerpério

Ocorrência de edemas, câimbras e contrações abdominais podem prejudicar a direção

Por Redação
REDAÇÃO

28/09/2025 • 11:12 • Atualizado em 28/09/2025 • 11:21

Direção e gravidez exigem cuidados extras

Direção e gravidez exigem cuidados extras

Agência Brasil

Resumo

Sintomas de gestação e direção: A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) alerta sobre os sintomas comuns da gestação, como vertigens e náuseas, que podem afetar a habilidade de dirigir. Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, a obstetra Lilian Kondo ressaltou que os sintomas podem se intensificar com o avanço da gravidez, adicionando edemas e câimbras à lista.

Recomendações para gestantes ao volante: Lilian Kondo aconselha que gestantes evitem trajetos longos, façam paradas frequentes para movimentação e utilizem meias de compressão em viagens longas. Destaca-se a importância de ajustar o banco e o cinto de segurança para proteger tanto a mãe quanto o feto.

Orientações para o puerpério: Não existe um prazo definido para que puérperas retomem a condução de veículos. A recomendação é que retornem apenas quando se sentirem fisicamente e emocionalmente aptas, e não estejam utilizando medicamentos que afetem a capacidade de dirigir.

O início da gestação é comumente marcado por vertigens, náuseas e vômitos, além de cansaço e sonolência. Com a evolução da gravidez, edemas, câimbras e contrações abdominais se somam à lista de sintomas e podem dificultar a concentração necessária para a condução de um veículo. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

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Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a obstetra e membro da comissão científica da Abramet Lilian Kondo destacou que tanto a gestação quanto o puerpério são períodos que exigem maior atenção da mulher ao assumir o volante.

No caso de motoristas gestantes, as recomendações, segundo ela, incluem:

  • evitar trajetos longos;
  • em caso de mal-estar, parar o veículo e pedir ajuda;
  • programar paradas frequentes para se alongar e se movimentar;
  • usar meias de compressão em viagens acima de quatro horas; e
  • utilizar equipamentos de segurança.

Nesse último quesito, a médica destaca que é recomendado afastar o banco do volante ao máximo, mas de forma que não prejudique a direção, além de utilizar o cinto de segurança de forma que a faixa subabdominal fique o mais baixo possível e nunca por cima da barriga. Já a faixa diagonal deve ser posicionada passando lateralmente ao útero.

Para puérperas, não há prazo definido para o retorno à condução de veículos. Alguns países, segundo Lilian, orientam aguardar de duas a seis semanas.

“A condição essencial é que a mulher esteja fisicamente e emocionalmente apta e sem fazer uso de medicamentos que prejudiquem a condução”.

*A repórter viajou à convite da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet)

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