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Megaoperação da Receita conseguiu chegar no alto escalação do crime organizado, diz Haddad

O miinistro da Fazenda afirma que ação da Receita Federal expõe fraudes de R$ 23 bi no setor de combustíveis

Por Redação
REDAÇÃO

28/08/2025 • 12:00 • Atualizado em 28/08/2025 • 12:00

Fernando Haddad

Fernando Haddad

REUTERS/Jorge Silva

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou como “extraordinário” o resultado da megaoperação da Receita Federal em conjunto com a Polícia Federal e outros órgãos, deflagrada nesta quinta-feira (28). Segundo ele, a ação, que atinge dez estados, expõe um dos maiores esquemas de fraude e lavagem de dinheiro já desarticulados no país, envolvendo mais de R$ 23 bilhões.

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“Essa é uma das maiores operações da história contra o crime organizado”, afirmou Haddad em coletiva de imprensa.

Ele destacou que a ação só foi possível graças à atuação conjunta de diferentes esferas do Estado, sob coordenação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

De acordo com o ministro, o esquema desmantelado movimentou cerca de R$ 52 bilhões em quatro anos, utilizando mecanismos sofisticados do mercado financeiro, como fundos fechados, para ocultar patrimônio ilícito. A operação bloqueou mais de 100 imóveis, veículos e ativos avaliados em bilhões de reais.

O crime se sofistica e o Estado tem que sofisticar a sua ação contra o crime. Não há outra forma de dar resposta sem a colaboração de todos os agentes envolvidos”, disse Haddad, ressaltando que a investigação mirou o alto escalão da organização criminosa.

O ministro explicou que o esquema envolvia mais de mil postos de gasolina e quatro refinarias fraudulentas, com combustível adulterado desde a importação. Para ele, a operação é exemplar justamente porque conseguiu atingir o “andar de cima” do crime, secando as fontes de recursos.

Segundo Haddad, a Receita Federal desempenhou papel central ao rastrear o fluxo de dinheiro. “Sem a inteligência dos auditores fiscais, não teríamos chegado ao patrimônio do crime organizado”, afirmou.

Ele também destacou que a ofensiva é fruto de decisão política e de uma estratégia inaugurada em 2023, com a criação de uma equipe especializada em fraudes estruturadas dentro do Ministério da Fazenda. “Estamos inaugurando hoje uma nova forma de trabalhar, que pode trazer muita esperança para o povo brasileiro”, completou.

O ministro ainda ressaltou a importância do impacto da operação para a sociedade. “O consumidor é a parte frágil de tudo isso. Ao combatermos o crime, protegemos quem paga a conta e também o empresário honesto, que sofre com a concorrência desleal”, disse.

Para Haddad, a megaoperação representa um marco: “O governo está dando uma resposta coordenada. É a maior operação da história do Brasil contra o crime organizado, sem sombra de dúvida.