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Megaoperação no Rio tem maior número de policiais mortos da história do Estado

Ao todo, quatro agentes morreram em confronto durante a ofensiva, que deixou 121 mortos

Da redação
DA REDAÇÃO

30/10/2025 • 08:58 • Atualizado em 30/10/2025 • 09:06

Policiais mortos em megaoperação no Rio de Janeiro

Policiais mortos em megaoperação no Rio de Janeiro

Arte/Band TV

A megaoperação policial realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, foi a ação com maior número de policiais mortos desde 2007, segundo dados do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF).

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Ao todo, quatro agentes morreram em confronto durante a ofensiva, que deixou 121 mortos, de acordo com o governo estadual.

Entre as vítimas estão:

  • Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, recém-promovido comissário de polícia da 53ª DP (Mesquita);
  • Rodrigo Velloso Cabral, policial civil de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna);
  • Cleiton Serafim Gonçalves, 40 anos, 3º Sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope);
  • Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, 3º Sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope)

Antes dessa ação, apenas dois policiais haviam morrido em operações desse tipo na capital fluminense desde 2007: o policial civil André Leonardo de Mello Frias, atingido na cabeça por um disparo de fuzil no Jacarezinho, em maio de 2021, e o cabo da PM Bruno de Paula Costa, morto com um tiro no pescoço durante uma operação no Complexo do Alemão, em julho de 2022.

A operação desta terça-feira também se tornou a mais letal da história do Rio de Janeiro. Em coletiva de imprensa após os confrontos, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que as únicas vítimas foram os quatro policiais mortos, mas moradores relatam dezenas de mortes civis.

Durante a madrugada e o início da manhã desta quarta-feira, 29, moradores do Complexo da Penha levaram ao menos 60 corpos à Praça São Lucas, segundo relatos locais. No início da tarde, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML).

De acordo com o último balanço oficial, 121 pessoas morreram, enquanto a Defensoria Pública contabiliza 132 vítimas.

*Com informações do Estadão Conteúdo.