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Acompanhe as últimas notícias sobre a megaoperação no RJ

Operação nos complexos da Penha e do Alemão deixou mais de 120 mortos e é a mais letal da história do Rio; nesta quarta-feira (29), moradores enfileiram dezenas de corpos na praça São Lucas

Da redação
DA REDAÇÃO

28/10/2025 • 18:17 • Atualizado em 28/10/2025 • 18:17

Operação contra o Comando Vermelho

Operação contra o Comando Vermelho

Reprodução/Bandplay

Deflagrada na manhã desta terça-feira (28), a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão, deixou ao menos 126 mortos, segundo a Polícia Militar, e 132 segundo a Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Já de acordo com o governador do Rio de Janeiro, são 58 vítimas. O delegado e secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, contabiliza 119 mortos.

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Corpos foram retirados da mata desde a madrugada de hoje e estão enfileirados na praça São Lucas, na Penha.

Para o diretor de jornalismo da Band, Rodolfo Schneider, a megaoperação expôs como o Complexo do Alemão se tornou um santuário e centro de comando para criminosos de todo o país. Leia a análise sobre o assunto: "Complexo do Alemão virou o bunker do tráfico no Brasil"

Balanço Geral da Megaoperação

  • Nesta quarta-feira (29), a chacina resultou ao menos 126 mortos, segundo a Polícia Militar, e 132 segundo a Defensoria Pública do Rio de Janeiro. O delegado e secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, contabiliza 119 mortos. Já de acordo com o governador do Rio de Janeiro, são 58 vítimas.
  • Há quatro policiais mortos. Saiba quem são os policiais mortos.

Confira as últimas informações

  • Os ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fizeram críticas a megaoperação. Dino chamou de "circunstância terrível, trágica". Já o decano Gilmar Mendes classificou a operação no Rio como "lamentável episódio".
  • Por volta das 11h, Cláudio Castro afirmou que megaoperação representa “o início de um grande processo” no combate ao crime organizado e que, na verdade, o número de mortes é 58. Castro também disse que trabalha “com tranquilidade” para defender a ação e classificou os quatro policiais militares mortos como as “verdadeiras quatro vítimas”. O governador ressaltou o pedido de apoio federal para reforçar “o poder bélico e financeiro” das forças de segurança.
Corpos enfileirados na praça São Lucas, na Penha | Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

Corpos enfileirados na praça São Lucas, na Penha | Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

  • Belão foi capturado em uma casa, escondido na Favela da Chatuba, na Penha. Segundo investigação, ele organizava a logística e a distribuição de armamentos entre as comunidades da Penha e do Alemão.
  • Pela manhã, a SuperVia antecipou o horário do pico vespertino entre 15h30 e 17h30. Trens circularam em intervalos reduzidos e 12 viagens extras partiram de diversas estações, incluindo Central, São Cristóvão, Madureira e Deodoro.
  • Além de moradores, um delegado da Polícia Civil foi atingido na perna, um cabo do Bope foi baleado de raspão e outros cinco policiais militares foram feridos.
  • O MP-RJ aponta ainda a liderança no CV de Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala; Carlos Costa Neves, o Gadernal; e Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão. Eles seriam responsáveis pela emissão de ordens sobre a comercialização de drogas, determinam as escalas dos criminosos nas “bocas de fumo” e nos pontos de monitoramento, e ordenam execuções de indivíduos que contrariem seus interesses.
  • Ao todo, o Gaeco/MP-RJ denunciou 67 pessoas pelo crime de associação para o tráfico, além de três homens denunciados por tortura. Segundo os promotores, Edgar Alves Andrade, o Doca, é apontado como a principal liderança do CV (Comando Vermelho) no Complexo da Penha e em comunidades da zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento –algumas recentemente conquistadas da milícia. Vídeos mostram fuga de criminosos durante megaoperação.
  • A Secretaria de Segurança Pública informou que a ação foi elaborada a partir de dados de inteligência e visava conter a expansão do CV (Comando Vermelho) em áreas do Estado do Rio.

Mapa da guerra: divisão de territórios entre facções no Rio

Nesta terça, os jornalistas Joel Datena e Rodolfo Schneider explicaram a complexa teia de poder que levou ao confronto e por que o complexo da Penha se tornou um alvo tão crucial.

Com a cor vermelha, o Comando Vermelho aparece como a facção predominante, com uma mancha quase contínua de poder que se estende por vastas áreas da capital, da Baixada Fluminense e, de forma avassaladora, em Niterói e São Gonçalo, do outro lado da Baía de Guanabara. Em verde, o Terceiro Comando Puro (TCP) disputa territórios, enquanto o azul e o amarelo demarcam a forte presença de milícias.