
Investigados em operação contra esquema de combustíveis tinham vínculo com Vinicius Gritzbach, delator do PCC
Reprodução/Band
O elo do PCC no esquema criminoso envolvendo o setor de combustíveis envolve duas pessoas-chave, José Carlos Gonçalves, conhecido como "Alemão", e Ricardo Romano, ambos sócios e associados à facção, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Para além da parceria econômica e criminosa, os dois investigados tinham vínculos com Vinicius Gritzbach, delator do PCC executado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em novembro de 2024. Enquanto o Alemão era sócio da vítima, Romano teria a ameaçado, conforme apontou o MPSP.
Na prática, Romano é apontado um dos principais elos do PCC ao esquema bilionário, segundo o MPSP. A aquisição de uma rede de conveniências serviu para ocultar a relação do suposto faccionado com o empresário apontado como líder das fraudes, identificado como Mohamad Hussein Mourad.
Atuação de fintech
Nesse contexto de transações, pagamentos feitos pela instituição financeira alvo da megaoperação, a BK Bank, responsável por movimentar bilhões do esquema liderada por Mohamad, foram identificados pela Receita Federal. Romano teria enviado recursos pela plataforma para Leandro Cavallari, também vinculado ao PCC, de acordo com a investigação.
As investigações mostraram que a organização criminosa preferia utilizar os serviços de fintechs, no caso da BK Bank, em vez de bancos tradicionais, para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos movimentados. O lucro obtido era lavado e blindado em fundos de investimentos.
Essa parceria empresarial envolvendo Romano e Alemão, de forma que o primeiro assumiu postos de combustíveis da família do segundo, é apresentada como um elo crucial dentro da estrutura criminosa, conectando operadores financeiros da facção ao empresário que, segundo as apurações, lidera o esquema de lavagem de ativos.
Histórico de Romano e Alemão
Romano já foi denunciado por sonegação de ICMS. Segundo o MPSP, “aparenta lavar dinheiro para o crime organizado por meio de redes de postos de combustíveis e conveniências”, inclusive com diversas declarações fiscais falsas, segundo a Receita Federal.
Já o Alemão é descrito como alguém envolvido com o financiamento do tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro para a facção. Ele e a família são suspeitos de utilizarem uma rede de postos de combustíveis para fraudes e ocultações dos verdadeiros beneficiários de esquemas criminosos. Ele e a filha, inclusive, já foram presos por organização criminosa e lavagem de capitais.
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