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Megaoperação: “pessoa-chave” em esquema de combustíveis foi sócio de delator do PCC

Membros do PCC são considerados “pessoas-chave” em esquema bilionário envolvendo setor de combustíveis

Da redação
DA REDAÇÃO

28/08/2025 • 13:21 • Atualizado em 28/08/2025 • 13:21

Investigados em operação contra esquema de combustíveis tinham vínculo com Vinicius Gritzbach, delator do PCC

Investigados em operação contra esquema de combustíveis tinham vínculo com Vinicius Gritzbach, delator do PCC

Reprodução/Band

O elo do PCC no esquema criminoso envolvendo o setor de combustíveis envolve duas pessoas-chave, José Carlos Gonçalves, conhecido como "Alemão", e Ricardo Romano, ambos sócios e associados à facção, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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Para além da parceria econômica e criminosa, os dois investigados tinham vínculos com Vinicius Gritzbach, delator do PCC executado no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, em novembro de 2024. Enquanto o Alemão era sócio da vítima, Romano teria a ameaçado, conforme apontou o MPSP.

Na prática, Romano é apontado um dos principais elos do PCC ao esquema bilionário, segundo o MPSP. A aquisição de uma rede de conveniências serviu para ocultar a relação do suposto faccionado com o empresário apontado como líder das fraudes, identificado como Mohamad Hussein Mourad.

Atuação de fintech

Nesse contexto de transações, pagamentos feitos pela instituição financeira alvo da megaoperação, a BK Bank, responsável por movimentar bilhões do esquema liderada por Mohamad, foram identificados pela Receita Federal. Romano teria enviado recursos pela plataforma para Leandro Cavallari, também vinculado ao PCC, de acordo com a investigação.

As investigações mostraram que a organização criminosa preferia utilizar os serviços de fintechs, no caso da BK Bank, em vez de bancos tradicionais, para dificultar o rastreamento dos valores ilícitos movimentados. O lucro obtido era lavado e blindado em fundos de investimentos.

Essa parceria empresarial envolvendo Romano e Alemão, de forma que o primeiro assumiu postos de combustíveis da família do segundo, é apresentada como um elo crucial dentro da estrutura criminosa, conectando operadores financeiros da facção ao empresário que, segundo as apurações, lidera o esquema de lavagem de ativos.

Histórico de Romano e Alemão

Romano já foi denunciado por sonegação de ICMS. Segundo o MPSP, “aparenta lavar dinheiro para o crime organizado por meio de redes de postos de combustíveis e conveniências”, inclusive com diversas declarações fiscais falsas, segundo a Receita Federal.

Já o Alemão é descrito como alguém envolvido com o financiamento do tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro para a facção. Ele e a família são suspeitos de utilizarem uma rede de postos de combustíveis para fraudes e ocultações dos verdadeiros beneficiários de esquemas criminosos. Ele e a filha, inclusive, já foram presos por organização criminosa e lavagem de capitais.