
Leandro Couri/EM/D.A Press
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que os combustíveis adulterados pelos postos usados pelo PCC para lavar dinheiro tinham 90% de metanol em suas composições. No entanto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite 0,5%.
O metanol é um composto tóxico e altamente inflamável. Ele pode causar sérios danos à saúde, incluindo cegueira permanente, e não deve ser consumido por humanos.
Segundo as investigações, o produto era transportado de forma clandestina, com documentação fraudulenta e em desacordo com as normas de segurança, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente.
Em várias redes investigadas, em mais 300 postos de combustíveis, foram detectadas fraudes tanto qualitativas quanto quantitativas. Consumidores estariam pagando por volumes inferiores ao informado pelas bombas (fraude quantitativa) ou por combustíveis adulterados fora das especificações técnicas exigidas pela ANP (fraude qualitativa).
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