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Membro do Hamas diz que plano de Trump ignora interesses dos palestinos

Em entrevista à rede britânica BBC, o alto dirigente afirmou que dificilmente o Hamas irá se desarmar e entregar as armas

Da Redação*
DA REDAÇÃO*

01/10/2025 • 12:00 • Atualizado em 01/10/2025 • 12:00

Hamas ainda não respondeu proposta dos EUA

Hamas ainda não respondeu proposta dos EUA

REUTERS/Hatem Khaled

Um membro do Hamas declarou que o grupo deve rejeitar o plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza. Ele alegou que a proposta “serve aos interesses de Israel” e ignora os do povo palestino.

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Em entrevista à rede britânica BBC, o alto dirigente afirmou que dificilmente o Hamas irá se desarmar e entregar as armas ao comentar uma das condições propostas no plano de paz de Donald Trump.

Além disso, conforme a BBC, o Hamas também se opõe à presença de uma Força Internacional de Estabilização (ISF) em Gaza. A medida é vista como uma nova forma de ocupação.

Plano para encerrar conflito em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira (29) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concordou com seu plano de 20 pontos para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. No entanto, não há certeza se o grupo palestino Hamas vai aceitar os termos.

A declaração foi feita por Trump em um pronunciamento à imprensa na Casa Branca ao lado de Netanyahu, após uma reunião entre os dois líderes.

O plano de 20 pontos estabelece que, com o acordo de ambas as partes, "a guerra terminará imediatamente", com a retirada israelense programada para coincidir com a libertação dos últimos reféns mantidos pelo Hamas. Durante esse período inicial, haveria um cessar-fogo. Os pontos-chave incluem o envio de uma "força internacional temporária de estabilização" e a criação de uma autoridade de transição liderada por Trump.

O acordo exigiria que os terroristas do Hamas se desarmassem totalmente e fossem excluídos de futuros cargos no governo. No entanto, aqueles que concordassem com a "coexistência pacífica" receberiam anistia. Após a retirada israelense, as fronteiras seriam abertas para ajuda e investimento.

Em uma mudança crucial em relação aos objetivos aparentes anteriores de Trump, os palestinos não serão forçados a sair e, em vez disso, o documento afirma que "incentivaremos as pessoas a ficar e lhes ofereceremos a oportunidade de construir uma Gaza melhor".

Nesta segunda-feira, Netanyahu destacou que o plano americano coincide com os cinco princípios que o seu governo estabeleceu para pôr fim à ofensiva no enclave palestino.

Estes princípios, de acordo com ele, são a libertação dos reféns, o desarmamento do Hamas, a desmilitarização de Gaza, o controle israelense sobre a segurança do enclave e um governo para a Faixa do qual o Hamas não faça parte. O primeiro-ministro afirmou também que a Autoridade Palestina, que governa partes da Cisjordânia, não pode ter papel no futuro de Gaza sem antes ser submetida a uma "reforma radical".

Por sua vez, Trump detalhou que pretende reservar para si o papel de chefe de um "Conselho da Paz", que incluirá também o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Esse órgão será responsável por supervisionar o futuro governo de Gaza, formado por "tecnocratas palestinos".

*Com informações da BBC e Deutsche Welle