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Mendonça garante liberdade à PF em investigação sobre o caso Master

Ministro do STF sinaliza que não aceitará argumentos para anulação de provas e busca reaproximação com delegados da corporação.

CAIÃ MESSINA

19/02/2026 • 13:09 • Atualizado em 19/02/2026 • 13:09

Bastidores de Brasília
André Mendonça, ministro do STF

André Mendonça, ministro do STF

Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, assegurou total liberdade à Polícia Federal para o prosseguimento das investigações no âmbito do caso Master. Em conversas recentes com diretores e delegados ligados ao processo, o magistrado afirmou que a condução deve ocorrer dentro das regras legais, marcando um movimento de reaproximação com a instituição logo após assumir a relatoria.

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Pressão no STF e risco de anulação

Mendonça enfrenta resistência interna no Supremo. Parte de seus colegas de tribunal pressiona pela anulação de elementos colhidos pela Polícia Federal que não teriam sido comunicados subsequentemente à Corte.

O ponto central da controvérsia envolve materiais recuperados no celular de Vorcaro que mencionam o ministro Dias Toffoli. Existe uma corrente no STF que defende a tese de que Toffoli teria sido investigado diretamente pela PF, o que é negado pelos delegados. Caso essa interpretação prevaleça, as provas poderiam ser anuladas, mas Mendonça tem sinalizado que não pretende aceitar tal argumentação.

Foco na biografia e nos casos polêmicos

Durante os encontros, o ministro destacou a relevância dos processos sob sua responsabilidade. Além do caso Master, Mendonça relata a investigação sobre o roubo no INSS, classificando ambos como os dois temas "mais polêmicos da Esplanada" atualmente.

O magistrado enfatizou aos investigadores que deseja que suas decisões nesses processos contribuam positivamente para sua biografia jurídica. A postura foi bem recebida pela cúpula da Polícia Federal, que saiu animada das reuniões.

Colaboração estreita com a Polícia Federal

Como resultado direto desses diálogos, os delegados da Polícia Federal prometeram manter uma "colaboração estreita" com o gabinete do ministro. A estratégia de Mendonça visa garantir a lisura dos procedimentos e evitar que questionamentos técnicos sobre a comunicação de provas interrompam o fluxo das apurações.

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