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Ministro após prisão de nº2 da Previdência: ‘Governo não protege ninguém’

Após a prisão de Adroaldo Portal, o ministro determinou a exoneração dele do cargo e nomeou o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva como o novo secretário-executivo

Da redação
DA REDAÇÃO

18/12/2025 • 11:11 • Atualizado em 18/12/2025 • 11:11

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta quinta-feira (18) que o “governo não protege ninguém” ao comentar sobre a prisão do secretário-executivo da pasta, Adroaldo Portal, durante a nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal.

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Após a prisão de Adroaldo Portal, o ministro determinou a exoneração dele do cargo e nomeou o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, como o novo secretário-executivo.

“Fomos informados hoje cedo de mais uma fase da operação Sem Desconto. Assim que tomamos conhecimento das medidas judiciais a respeito do secretário-executivo Adroaldo Portal, determinei imediatamente que ele fosse exonerado. Convidei para ocupar o cargo Felipe Cavalcante, que é consultor jurídico do Ministério e procurador da AGU”, disse o ministro Wolney Queiroz em coletiva de imprensa.

Continuamos com a mesma determinação que nos trouxe aqui, com a qual me comprometi com o presidente da República. O presidente Lula me pediu para conter a crise, cuidar dos aposentados, para estabelecer uma integridade e governança no ministério, é o que estou fazendo”, acrescentou o ministro da Previdência.

Segundo ele, não há nenhum envolvimento do Ministério da Previdência Social na operação.

“Seguimos na mesma toada de buscar os responsáveis. Esse governo não protege ninguém. A prova disso é que há uma ampla liberdade dos órgãos de controle, da CGU, da PF, para investigar todas as esferas do governo para que a gente possa encontrar quem foram os responsáveis pela fraude, punir e trazer de volta cada centavo”.

Durante a coletiva de imprensa, Wolney Queiroz reforçou que o presidente Lula quer que devolva aos cofres públicos cada centavo desviado na fraude do INSS.

“Portanto, vamos seguir nessa mesma determinação, nesse mesmo sentido. Nessa hora é preciso equilíbrio, tranquilidade e é assim que vamos seguir”, completou.

Prisão do número 2 da Previdência

O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, foi preso durante a nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18).

A ação da Polícia Federal investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Operação Sem Desconto

A ação da Polícia Federal investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Além de Adroaldo Portal, Romeu Carvalho Antunes, filho do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou nacionalmente conhecido como “Careca do INSS”, também foi preso na operação.

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) também é alvo de mandados de busca e apreensão, em endereços ligados ao parlamentar em Brasília e no Maranhão.

Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

Conforme a Polícia Federal, as ações desta quinta-feira, que contam com a colaboração da Controladoria-Geral da União (CGU), visam aprofundar as investigações da operação Sem Desconto e “esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

Quem é Adroaldo Portal

O jornalista de 55 anos de idade tem 23 anos trabalhando no Congresso Nacional. Desde 1999, já atuou como gestor das equipes de assessoramento técnico no cargo de Chefe de Gabinete da Liderança da Bancada do PDT na Câmara dos Deputados. Exerceu a mesma função no Senado Federal.

Antes da secretaria da Previdência, Adroaldo foi chefe de gabinete e secretário-executivo substituto do Ministério das Comunicações durante a gestão de Dilma Rousseff. Nessa época, presidiu o Conselho de Administração dos Correios e foi, ainda, conselheiro fiscal da Telebras.

Adroaldo também ocupou a chefia de gabinete da liderança do PDT no Senado durante a Reforma da Previdência, função que repetiu na Câmara dos Deputados, o que mostra a forte ligação com o partido que desembarcou do governo.

O número 2 da Previdência também foi chefe de gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA), também alvo da operação da PF nesta quinta-feira (18).

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