
Groenlândia
REUTERS/Marko Djurica
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, classificou como "positiva" a declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartando o uso de força militar na Groenlândia. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (21), em meio às discussões sobre o interesse norte-americano na ilha ártica.
Apesar de considerar o recuo sobre uma incursão armada um ponto favorável, o chanceler dinamarquês manteve o tom crítico em relação à postura de Washington. Para Rasmussen, a ausência de uma ameaça militar não resolve a tensão diplomática, uma vez que o desejo de Trump de adquirir o território permanece o mesmo.
Críticas à visão norte-americana
Em declarações à imprensa, o ministro afirmou que as ambições dos Estados Unidos demonstram uma visão distorcida de que a Dinamarca não teria capacidade de cuidar da Groenlândia. Ele ressaltou que as falas do presidente norte-americano não alteram a complexidade da situação geopolítica na região.
Rasmussen foi enfático ao declarar que o governo em Copenhague não tem interesse em abrir mão de sua soberania. Segundo o ministro, a Dinamarca não está disposta a iniciar qualquer tipo de negociação pelo território que envolva abrir mão de "princípios básicos".
Impasse diplomático no Ártico
A postura da Dinamarca reforça a resistência do país europeu frente ao interesse estratégico dos EUA na ilha. A Groenlândia, território autônomo pertencente ao Reino da Dinamarca, tem se tornado foco de atenção devido à sua localização geográfica e recursos naturais.
Mesmo com o aceno de Trump sobre a não utilização de meios militares, o governo dinamarquês sinaliza que a soberania sobre a ilha não é um tema em aberto para discussões comerciais ou territoriais.
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