Band Jornalismo

Ministro Marco Buzzi protocola novo atestado médico de 90 dias

Ministro do STJ, denunciado por importunação sexual, alegou ‘questões psicológicas’ para o afastamento do trabalho

CAIÃ MESSINA

10/02/2026 • 09:51 • Atualizado em 10/02/2026 • 09:51

Bastidores de Brasília
Marco Buzzi, ministro do STJ

Marco Buzzi, ministro do STJ

Divulgação/STJ

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), protocolou nesta segunda-feira (9) um novo atestado médico, que o afasta do trabalho por mais 90 dias. Ele é alvo de denúncias de importunação sexual.

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A reportagem apurou que Marco Buzzi alegou “questões psicológicas” para o afastamento do trabalho.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou que recebeu uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro. Na semana passada, o conselho recebeu a primeira denúncia contra ele: uma jovem de 18 anos, que é filha de um casal de amigos do ministro, o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar em Balneário Camboriú, litoral de Santa Catarina.

Carta enviada a ministros do STJ

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), enviou uma carta aos demais ministros do tribunal. No documento, que a Band teve acesso, ele nega as acusações de importunação sexual e afirma que demonstrará sua inocência (leia a carta completa abaixo).

“De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio. Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência”, escreveu Buzzi.

“Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado. Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura”, continuou.

Segundo ele, esse histórico não é “invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica".

Leia a carta do ministro

Caros colegas,

Muito impactado com as notícias veiculadas e também por me encontrar internado em hospital, sob acompanhamento cardíaco e emocional, até o momento estive calado.

De modo informal soube de fatos contra mim imputados, os quais igualmente repudio.

Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência.

Creio que nos procedimentos já instauradas demonstrarei minha inocência.

Tenho quase 70 anos de idade, trajetória pessoal e profissional ilibadas, casamento feliz, de 45 anos, que frutificou três filhas amorosas e minha família está coesa ao meu lado.

Jamais adotei conduta que envergonhasse a família ou maculasse a magistratura.

Esse histórico não é invocado como prova de inocência, mas como elemento relevante de coerência biográfica, o que clama por cautela redobrada na apreciação das graves acusações.

Sem ainda compreender as razões das imputações feitas, lamento todo esse grande sofrimento e também desgaste da nossa Corte, revelando que estou submetido a dor, angústia e exposição que ninguém desejaria vivenciar.

De consciência tranquila, mas alma muitíssimo agitada, ante a prematura divulgação de informações, agradeço aqueles que me franquearam o benefício da dúvida. Confio que, por meio de apuração técnica e imparcial, os fatos serão plenamente esclarecidos.

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