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Ministros do governo Lula lamentam morte de papa Francisco e enaltecem legado

Presidentes da Câmara e do Senado também lamentaram a morte do Santo Padre; Vaticano informou a morte de Francisco na manhã desta segunda-feira (21)

ESTADÃO CONTEÚDO

21/04/2025 • 08:54 • Atualizado em 21/04/2025 • 09:03

Freira mostra imagem do Papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira (21)

Freira mostra imagem do Papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira (21)

Guglielmo Mangiapane/Reuters

Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentaram a morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21), aos 88 anos. Em mensagens publicadas nas redes sociais, os chefes das pastas elogiaram a trajetória do pontífice e enalteceram o legado deixado por ele.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou Francisco como "luz eterna". "O papa Francisco foi um grande defensor do acesso gratuito à saúde, durante toda a pandemia ergueu sua voz em favor da vacina contra o negacionismo, orou pelos doentes, pelos médicos e por todos os profissionais da saúde", escreveu na rede social X no período da manhã.

Na publicação, Padilha conta que conheceu o papa durante uma visita ao Rio de Janeiro. "Francisco fez questão de visitar o nosso querido SUS - estivemos juntos em uma unidade de saúde que implantamos durante minha primeira gestão no Ministério da Saúde", disse. "Hoje nos despedimos de Francisco, que, como São Francisco de Assis, pregou o Evangelho com a própria vida. Que sua luz continue a iluminar os caminhos da Igreja. Descanse em paz, papa Francisco."

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também contou que conheceu Francisco, que identificou como "homem simples e de gestos grandiosos" e que liderou a Igreja Católica com humildade, resiliência e amor. "Hoje, todo o mundo chora a morte do papa Francisco. Que seja eterna sua memória e contribuição para um mundo mais justo e fraterno", afirmou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, citou que o pontífice "pautou sua vida na construção de uma Igreja mais acolhedora, amorosa e de olhos voltados aos mais humildes, como ensinou Jesus".

Segundo ele, Francisco deixa como lição "a prática da simplicidade e do amor generoso por aqueles que mais precisam".

O ministro do Turismo, Celso Sabino, foi outro integrante do governo Lula que lamentou a morte de Francisco. "Um líder espiritual que marcou o mundo com sua fé, humildade e compromisso com os mais vulneráveis", classificou. "Seu legado de compaixão, diálogo e paz permanecerá entre nós."

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se pronunciou sobre o falecimento do argentino. Ao postar fotos com o papa, o deputado disse que Francisco marcou a história da Igreja Católica. "Uma referência de humanismo, de bem querer com os mais necessitados e de grande compromisso com a vida."

Francisco morreu nesta segunda-feira em Roma, menos de um mês após deixar o hospital, onde ficou internado para tratar de uma pneumonia dupla. Um dia antes da morte, ele apareceu em público no Vaticano em uma missa de Páscoa, quando fez a última saudação aos fiéis.

Presidentes da Câmara e do Senado também lamentaram a morte do Santo Padre

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também lamentou a morte do papa Francisco. Segundo o deputado, o argentino foi o "símbolo" do diálogo e acolhimento e quem "abriu a Igreja e a colocou no século XXI".

"Poucos líderes foram tão marcantes para mim como o Jorge Mário Bergoglio. Papa Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino a ocupar o posto mais alto da Igreja", escreveu o presidente da Câmara na rede social X no período da manhã desta segunda.

E completou: "Porém, para mim, o que mais marcou sua passagem foram as transformações que ele promoveu. Francisco foi o símbolo do diálogo, do acolhimento, da compreensão e, principalmente, da inclusão."

"Um líder que ficará na história pela força dos seus gestos. Eu e minha família seguiremos em oração por este líder que foi símbolo de esperança e justiça. Sem dúvida um exemplo de vida e luta para todos nós", finalizou.

Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) expressou admiração pela trajetória do argentino. Segundo Alcolumbre, o pontífice foi um "líder espiritual de grande coragem", que pregou o respeito, o perdão e a caridade.

"É com profunda tristeza que recebo a notícia do falecimento de Sua Santidade, o papa Francisco. Neste momento de luto e tristeza, o Congresso Nacional do Brasil une-se em solidariedade à comunidade católica em todo o mundo, à Santa Sé e a todos aqueles que tiveram suas vidas tocadas pelo papado de Francisco", escreveu Alcolumbre na manhã desta segunda-feira em nota à imprensa. "Como presidente do Senado e do Congresso Nacional e, como judeu, expresso a minha mais profunda admiração e respeito pela vida e obra do Papa."

Na nota, o senador contou que, em 2019, assistiu a uma missa celebrada pelo papa Francisco, e essa experiência o deixou "uma marca profunda". "Sua presença, sua palavra e sua bênção ficarão para sempre em minha memória", disse.

"Papa Francisco foi um líder espiritual de grande coragem, que pregou o respeito, o perdão e a caridade. Sua luta e seu serviço aos mais necessitados em todos os cantos do planeta inspirou milhões de pessoas", afirmou Alcolumbre. "Que sua herança espiritual permaneça como seu maior legado e que o amor que tanto pregou influencie o mundo a trabalhar pela justiça, pela paz e respeito entre os povos."