Band Jornalismo

Míssil Tomahawk: O que é, alcance e poder de fogo da arma pedida por Zelensky a Trump

O Tomahawk Land Attack Missile é um míssil de cruzeiro subsônico de longo alcance, projetado para ser lançado de navios de superfície e submarinos

Da redação
DA REDAÇÃO

17/10/2025 • 18:28 • Atualizado em 17/10/2025 • 18:28

Míssil Tomahawk sendo disparado

Míssil Tomahawk sendo disparado

Reuters

Resumo

Visita do presidente ucraniano à Casa Branca: Volodymyr Zelensky encontra-se com Donald Trump para solicitar mísseis Tomahawk, destacando a importância estratégica dessas armas em meio a tensões geopolíticas.

Características do míssil Tomahawk: Míssil de cruzeiro subsônico com alcance de mais de 1.600 quilômetros, equipado com ogiva de 450 kg e capaz de realizar ataques de precisão graças a sistemas avançados de navegação e orientação.

Capacidades e uso estratégico: Utilizado pela primeira vez na Operação Tempestade no Deserto em 1991, o Tomahawk é empregado pelos EUA para neutralizar defesas adversárias com mínimos danos colaterais e sem riscos para pilotos, mantendo-se como peça chave na projeção de poder militar americano.

Em meio a tensões geopolíticas globais, armamentos estratégicos frequentemente voltam ao centro do debate. Um dos mais conhecidos e eficazes do arsenal norte-americano é o míssil Tomahawk. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky chegou à Casa Branca nesta sexta-feira (17), para implorar a Donald Trump pelos mísseis.

Compartilhar

Mas, afinal, o que é este míssil e qual o seu verdadeiro poder de fogo? Com base em dados públicos da Marinha dos EUA (U.S. Navy) e do Departamento de Defesa, detalhamos as capacidades desta arma de alta tecnologia.

O que é o míssil de cruzeiro tomahawk?

O Tomahawk Land Attack Missile (TLAM) é um míssil de cruzeiro subsônico de longo alcance, projetado para ser lançado de navios de superfície e submarinos.

Diferente dos mísseis balísticos, que seguem uma trajetória em arco e atingem velocidades altíssimas, o Tomahawk voa em baixas altitudes, seguindo o contorno do terreno para evitar a detecção por radares inimigos, comportando-se como um pequeno avião a jato não tripulado.

Seu principal objetivo, segundo a Marinha dos EUA, é atacar alvos terrestres de alto valor e bem defendidos com extrema precisão, minimizando danos colaterais e, crucialmente, sem arriscar a vida de pilotos.

Poder de Fogo e Capacidades: Um Olhar Detalhado

As especificações do míssil Tomahawk demonstram por que ele é considerado uma arma tão estratégica. As versões mais modernas (Block IV e Block V) possuem características impressionantes:

  • Alcance: O míssil Tomahawk pode atingir alvos a mais de 1.600 quilômetros (aproximadamente 1.000 milhas) de distância. Isso permite que navios e submarinos americanos lancem ataques a partir de águas internacionais seguras, longe das defesas costeiras do adversário.
  • Ogiva: Ele é tipicamente equipado com uma ogiva unitária de 450 kg (1.000 libras) de alto explosivo, capaz de destruir bunkers, centros de comando, infraestrutura crítica e defesas aéreas.
  • Velocidade: Sua velocidade é subsônica, em torno de 880 km/h. A sua força não está na velocidade, mas na capacidade de voar baixo e ser difícil de detectar.
  • Precisão Cirúrgica: A principal vantagem do Tomahawk é seu sofisticado sistema de orientação. Ele utiliza uma combinação de GPS, Navegação Inercial (INS) e sistemas de correspondência de contorno do terreno (TERCOM) e de cena digital (DSMAC). O resultado é uma margem de erro de apenas alguns metros, permitindo ataques de precisão em ambientes urbanos complexos.

Como funciona um ataque com tomahawk?

O processo de um ataque com o míssil Tomahawk segue etapas bem definidas:

  1. Lançamento: O míssil é disparado de um sistema de lançamento vertical (VLS) em um destróier ou cruzador, ou de um tubo de torpedo em um submarino.
  2. Voo Autônomo: Após o lançamento, um foguete propulsor o acelera antes que seu motor a jato principal seja acionado para o voo de cruzeiro.
  3. Navegação Discreta: O míssil desce para uma baixa altitude e navega de forma autônoma até o alvo, utilizando seus múltiplos sistemas de guia para corrigir a rota.
  4. Flexibilidade em Voo: De acordo com a fabricante Raytheon e a Marinha dos EUA, os modelos mais recentes (Block V) podem ser redirecionados para um novo alvo em pleno voo e são capazes de "vadiar" (loitering) sobre uma área, aguardando o momento ideal para o ataque. Além disso, a nova versão pode também atingir alvos móveis no mar.

Arma estratégica militar dos EUA

Desde sua estreia em combate na Operação Tempestade no Deserto (1991), o míssil Tomahawk se tornou a arma de escolha para os "primeiros ataques" em conflitos.

Seu uso permite que as forças americanas neutralizem as defesas aéreas, centros de comando e controle e outras ameaças críticas de um adversário antes de enviar aeronaves tripuladas, garantindo assim a superioridade aérea.