
Presidente russo Vladimir Putin
Sputnik/Gavriil Grigorov/Kremlin via REUTERS
Soldados do novo exército sírio descobriram um sistema de vigilância e escuta em al-Kiswah, ao sul de Damasco. Estavam ainda tentando desmontá-lo, quando surgiram os israelenses atacando com caças e drones, que destruíram alguns blindados e mataram seis soldados.
Helicópteros de Israel sobrevoaram por muito tempo o local do ataque, um antigo quartel sírio usado por forças iranianas em Tal Maneh, perto de al-Kiswah.
Na noite de quarta-feira e na madrugada de quinta-feira, quatro helicópteros deixaram uma unidade de forças especiais israelenses em terra, protegidos por dois caças que ficaram sobrevoando. Em duas horas, dado o serviço por encerrado, todos voltaram para Israel. Então, os sírios puderam recolher seus soldados mortos no dia anterior.
Este é um resumo de informações de várias agências locais de notícias. O porta-voz de Israel não respondeu às perguntas de repórteres. Uma primeira questão: como os israelenses reagiram tão rapidamente à descoberta do sistema de espionagem por uma patrulha síria? Uma possibilidade: o próprio sistema os avisou.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, que monitora a Síria desde Londres, mas com muitos informantes locais, informou que foi encontrado, no quartel atacado por Israel, um arsenal usado pela milícia libanesa-iraniana, o Hezbollah. E observou que o desembarque de soldados israelenses na Síria seria o primeiro desde a queda do ditador Bashar al-Assad, em dezembro.
Israel deu a entender que o equipamento de espionagem foi plantado pela Turquia, há muitos anos. Turquia? E num quartel sírio-iraniano? O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que “operamos em todos as frentes de batalha dia e noite”, nesta quinta pela manhã, mas não explicou a operação urgente de seus soldados no antigo quartel sírio-iraniano.
Ele também disse que vai manter soldados em território sírio ocupado desde que o presidente Ahmad al-Sharaa assumiu o poder. O Catar protestou contra a violação da soberania síria.
Al-Sharaa tem mantido negociações com Israel, em Paris. Quer fazer parte dos Acordos de Abraão, iniciados no primeiro mandato do presidente Trump. Para ele, porém, não tem como concluí-los enquanto as Colinas do Golan estiverem sob soberania israelense.
O ataque anterior de Israel na Síria foi para defender a minoria drusa, no mês passado, depois de um apelo dos drusos israelenses. Os caças bombardearam até o palácio presidencial em Damasco.


