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Monitora de creche no Distrito Federal é indiciada por agredir 18 crianças

As agressões, que incluem tapas, puxões de cabelo e empurrões, ocorreram em uma unidade de ensino pública em Braslândia; vítimas têm entre 1 e 4 anos

Thayane Melo
THAYANE MELO

21/01/2026 • 09:43 • Atualizado em 21/01/2026 • 09:43

Uma monitora de uma creche pública em Braslândia, no Distrito Federal, foi indiciada pela Polícia Civil pelo crime de maus-tratos após ser acusada de agredir pelo menos 18 crianças. O caso, que choca pela vulnerabilidade das vítimas e pela quantidade de agressões registradas, ocorreu entre os meses de novembro e dezembro do ano passado.

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As investigações apontam que as vítimas são crianças com idades entre 1 e 4 anos, descritas pela reportagem como totalmente indefesas. Segundo o delegado Ismael Batista, responsável pelo caso, as imagens das câmeras de segurança da instituição — que atende mais de 400 alunos e é conveniada à Secretaria de Educação — registaram uma série de atos violentos.

Relatos de violência

De acordo com o inquérito, as agressões eram variadas e demonstravam total falta de cuidado da profissional com os menores. Entre as ações relatadas pela polícia estão:

  • Empurrões pelas costas;
  • Tapas na cabeça;
  • Puxões de cabelo;

Crianças sendo puxadas pelos braços e arremessadas ao chão, sem qualquer preocupação com a sua integridade física.

A denúncia partiu da própria creche, que encaminhou as imagens à Polícia Civil logo após identificar as irregularidades. A instituição, que opera na região há cerca de 10 anos, colaborou com as autoridades na entrega das provas.

Situação jurídica

Apesar da gravidade dos factos e do indiciamento, a monitora não foi presa. Segundo a autoridade policial, a decisão seguiu orientações jurídicas, uma vez que não estavam presentes, neste primeiro momento, os requisitos necessários para a prisão preventiva.

O inquérito agora segue para análise do Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça. Enquanto isso, pais e responsáveis aguardam por justiça em um caso que levanta o alerta sobre a segurança e o cuidado em unidades de educação infantil na capital federal.