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Moraes aponta violação de tornozeleira e risco de fuga de Bolsonaro

Ministro citou alerta do sistema de monitoramento na madrugada desta sexta (22) e proximidade de 15 minutos com representações diplomáticas como fatores para a prisão

Da redação
DA REDAÇÃO

22/11/2025 • 08:16 • Atualizado em 22/11/2025 • 08:16

Resumo

Decisão judicial determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro após registro de violação da tornozeleira eletrônica e identificação de risco iminente de fuga para embaixadas em Brasília, conforme destacou o ministro Alexandre de Moraes.

Documento técnico enviado ao Supremo Tribunal Federal apontou que o ex-presidente rompeu o equipamento de monitoramento eletrônico às 0h08min do dia 22 de novembro de 2025, indicando intenção de evasão durante manifestações próximas à residência.

Localização residencial próxima ao Setor de Embaixadas Sul e histórico de planejamento de fuga para a embaixada da Argentina foram citados como fatores que aumentam o risco de asilo, fundamentando a necessidade de detenção imediata para garantir a efetividade da Justiça.

Na decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministro Alexandre de Moraes destacou dois fatores técnicos cruciais: a notificação de violação da tornozeleira eletrônica e o risco iminente de fuga para embaixadas em Brasília.

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Segundo o documento, informações técnicas enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) fundamentaram a necessidade da detenção imediata para evitar que o ex-presidente se furtasse à aplicação da lei penal.

Violação do monitoramento eletrônico

O texto da decisão revela que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou ao STF uma ocorrência de violação no equipamento de monitoramento de Bolsonaro. O registro ocorreu à 0h08min desta sexta-feira, 22 de novembro de 2025.

Para Moraes, a informação técnica constata "a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga". O ministro argumentou que tal ato seria facilitado pela confusão causada pela manifestação convocada por aliados do ex-presidente para a porta de sua residência.

Proximidade com Embaixadas e risco de asilo

Outro ponto central na argumentação do magistrado é a localização geográfica da residência de Bolsonaro, no condomínio Solar de Brasília. A decisão sublinha que o imóvel está localizado a cerca de 13 km do Setor de Embaixadas Sul, onde fica localizada, por exemplo, a embaixada dos Estados Unidos.

O documento detalha que essa distância pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos de carro. Moraes relembra no texto que, durante as investigações, apurou-se que o ex-presidente já havia planejado uma fuga para a embaixada da Argentina.

Diante da "tentativa de fuga" evidenciada pela violação do equipamento e pela facilidade de deslocamento, o ministro concluiu que deixar o crime "à mercê de seu suposto autor" colocaria em risco a efetividade da Justiça, determinando assim o recolhimento imediato do ex-presidente.