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Moraes estende prazo para Rio enviar imagens de megaoperação com 120 mortos

Governador terá mais tempo para entregar gravações de câmeras corporais de ação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha.

Da redação
DA REDAÇÃO

20/02/2026 • 15:09 • Atualizado em 20/02/2026 • 15:09

Megaoperação contra o CV na favela da Penha

Megaoperação contra o CV na favela da Penha

REUTERS/Aline Massuca

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do governo do Rio de Janeiro e prorrogou o prazo para o envio das imagens das câmeras usadas por policiais durante uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha. A ação, realizada em outubro do ano passado, resultou em mais de 120 mortes.

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O material coletado pelas câmeras corporais é peça central para a apuração da conduta dos agentes durante as incursões. Com a decisão, o governo fluminense ganha um fôlego adicional para organizar e remeter o conteúdo completo às autoridades competentes.

Perícia e elaboração de laudos

A determinação de Moraes também estabelece diretrizes rigorosas para o processamento das provas. Assim que o material for recebido, os órgãos responsáveis deverão iniciar imediatamente o trabalho técnico de análise.

A decisão fixa um período de até 15 dias para que a perícia seja concluída. Esse processo inclui não apenas a verificação das imagens, mas também a transcrição detalhada de áudios e a elaboração de laudos técnicos que servirão de base para os próximos passos das investigações.

Transparência e investigação

A entrega das imagens faz parte de um conjunto de medidas que visam garantir a transparência em operações de alta letalidade no estado. O STF monitora o cumprimento de protocolos de segurança pública para evitar abusos e garantir que as execuções e confrontos sejam devidamente documentados.

A megaoperação nos complexos da Zona Norte é considerada uma das mais letais da história recente do Rio de Janeiro. A análise das câmeras deve ajudar a esclarecer as circunstâncias de cada um dos óbitos registrados e verificar se houve o uso proporcional da força pela Polícia Militar.

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