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Morte de 'El Mencho' causa caos e expõe elos do cartel Jalisco com o PCC

Líder do Cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio Oseguera Cervantes era o criminoso mais procurado do mundo; facção possui histórico de alianças em solo brasileiro

Por Redação
REDAÇÃO

23/02/2026 • 22:31 • Atualizado em 23/02/2026 • 22:31

A confirmação da morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", desencadeou uma onda de caos e terror no México. O líder comandava o Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), organização que se consolidou como uma das facções mais poderosas e violentas do mundo através de uma estrutura que mimetiza o padrão militar.

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De acordo com a reportagem de Rodrigo Hidalgo, o grupo iniciou suas atividades na região oeste do México — em cidades como Guadalajara, Puerto Vallarta e Tapalpa — e expandiu seu domínio por grande parte do território nacional. A base econômica da organização sustenta-se no tráfico de cocaína para a Europa e Ásia, além da distribuição de fentanil e metanfetamina para os Estados Unidos.

A trajetória de "El Mencho" e a conexão brasileira

Nemesio Cervantes teve uma trajetória singular antes de fundar o CJNG em 2010.

  • Origem: Agricultor pobre nos anos 80, viveu ilegalmente nos Estados Unidos.
  • Passagem pela polícia: Após ser deportado, serviu na polícia mexicana até o início dos anos 2000.
  • Ascensão criminosa: Integrou o Cartel do Milênio antes de fundar sua própria facção.

A relevância do cartel ultrapassa as fronteiras mexicanas, alcançando diretamente o Brasil. Em 2017, José González Valencia, o "Chepa", cunhado de El Mencho e operador financeiro da facção, foi preso em Fortaleza. Investigações apontam que sua presença no país visava estreitar laços com o PCC (Primeiro Comando da Capital). Outros integrantes do grupo foram capturados em São Paulo, no Espírito Santo e no Paraguai após passarem por território brasileiro.

Riscos de fragmentação e violência

Embora El Mencho fosse o criminoso mais procurado do mundo — com os Estados Unidos oferecendo US$ 15 milhões por sua captura — sua queda não interrompe as atividades da organização. Analistas alertam que a morte de um chefe deste escalão costuma gerar:

  • Disputas internas pelo controle das rotas de tráfico.
  • Nova fragmentação da facção em grupos menores e mais agressivos.
  • Recrudescimento da violência nas áreas de domínio do cartel.

A polícia segue monitorando as movimentações do CJNG para prevenir que a instabilidade no México reflita em novas investidas do crime organizado em solo brasileiro.