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Mortes no DF: polícia suspeita que há mais vítimas de técnico de enfermagem

Delegado Maurício Iacozzilli amplia investigação para analisar prontuários e identificar novos casos de paradas cardiorrespiratórias provocadas por suspeito

Da redação
DA REDAÇÃO

20/01/2026 • 14:59 • Atualizado em 20/01/2026 • 14:59

Técnicos de enfermagem presos injetaram desinfetante em paciente no DF

Técnicos de enfermagem presos injetaram desinfetante em paciente no DF

Reprodução/Brasil Urgente

A Polícia Civil do Distrito Federal trabalha com a hipótese de que o número de vítimas fatais de um técnico de enfermagem investigado por mortes suspeitas seja superior aos registros iniciais. Em entrevista à BandNews TV, o delegado Maurício Iacozzilli afirma que a corporação acredita que o total de casos pode ser maior do que o que foi reportado até o momento, baseando-se no tempo de atuação do profissional e no fácil acesso que ele possuía a medicamentos restritos.

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As investigações apontam que o suspeito agia de maneira deliberada, administrando substâncias letais para causar paradas cardiorrespiratórias em momentos de baixa vigilância. A polícia agora concentra esforços na análise minuciosa de prontuários médicos de diversos pacientes que estiveram sob os cuidados do técnico.

O objetivo é identificar padrões de mortes que, na época, foram tratadas como naturais devido ao estado grave de saúde das vítimas.

Ampliação do inquérito e análise de prontuários

O foco central da apuração agora é rastrear toda a trajetória do técnico na unidade hospitalar para quantificar a real extensão de suas ações. Segundo Maurício Iacozzilli, estão sendo realizados depoimentos de colegas de trabalho para ajudar a identificar outros episódios suspeitos durante o período em que o investigado trabalhou no hospital. A polícia busca determinar se o "complexo de Deus" — desejo de decidir sobre a vida e a morte — motivou uma série de crimes ainda não contabilizados.

Além da busca por novas vítimas, a investigação levanta um alerta sobre os protocolos de segurança hospitalar. Iacozzilli ressalta a necessidade urgente de uma supervisão mais rígida sobre as equipes de enfermagem e um controle rigoroso na dispensação de medicamentos injetáveis.

O inquérito segue em aberto enquanto as autoridades cruzam dados técnicos e aguardam laudos que possam confirmar novas mortes provocadas pela conduta criminosa do técnico.

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