Resumo
O Brasil registrou uma queda de quase 20% na taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool entre 2010 e 2024, conforme análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), em referência ao Dia Nacional da Lei Seca.
A legislação da Lei Seca tem contribuído para a redução da mortalidade no trânsito, mas especialistas alertam que medidas adicionais são necessárias para conter casos envolvendo álcool e direção.
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que mais de 36% das ocorrências de trânsito entre homens e 26% entre mulheres estão associadas ao consumo de álcool, com desafios como aumento da frota de veículos e necessidade de intensificar a fiscalização.
O Brasil registrou uma queda de quase 20% na taxa de mortes no trânsito relacionadas ao consumo de álcool entre 2010 e 2024. Os dados são de uma análise do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) e foram divulgados em referência ao Dia Nacional da Lei Seca, celebrado em 19 de junho.
Apesar de ser considerada uma das legislações mais rigorosas do mundo, a chamada Lei Seca tem contribuído para a redução da mortalidade no trânsito ao longo dos anos. No entanto, especialistas alertam que, sozinha, a norma já não é suficiente para conter o avanço dos casos envolvendo álcool e direção.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 36% das ocorrências de trânsito entre homens e 26% entre mulheres estão associadas ao consumo de bebidas alcoólicas, o que reforça a dimensão do problema em diferentes faixas da população.
Entre os principais desafios apontados para a redução contínua dessas mortes estão o aumento da frota de veículos — com destaque para o crescimento das motocicletas — e a necessidade de intensificar a fiscalização nas vias.
O cenário, segundo especialistas, indica que a combinação entre consumo de álcool e direção ainda segue como um dos principais fatores de risco para acidentes graves no trânsito brasileiro.
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