
Protestos no Nepal
Adnan Abidi/Reuters
O Nepal atualizou, no domingo, 14, para 72 o total de pessoas mortas em decorrência das manifestações violentas que tomaram o país semana passada. Outras 191 ficaram feridas.
A nova primeira-ministra interina do país, Sushila Karki, prometeu ouvir as demandas dos manifestantes pelo fim da corrupção.
O país viveu dias sob protestos violentos contra a corrupção e suspensão de redes sociais. O caos resultou em ataques físicos contra políticos e incêndios em prédios e residências oficiais, forçando a renúncia do primeiro-ministro do país, Khadga Prasad Oli.
O estopim para os protestos foi a proibição de 26 plataformas de mídia social pelo governo, que afirmou que elas não estariam cumprindo as novas regulamentações estatais. O banimento atingiu plataformas populares como Instagram e Facebook.
As autoridades afirmaram que as redes sociais se recusaram a se registrar de acordo com a lei nepalesa, que exige que plataformas estrangeiras estabeleçam representação local e um diretor de compliance. Apenas algumas, incluindo TikTok e Viber, cumpriram a exigência até o momento.
O governo acusou as plataformas de não colaborar com a justiça do país para combater uma onda de abusos on-line, em que usuários de redes sociais com identidades falsas espalham discurso de ódio, notícias falsas, cometem fraudes e outros crimes.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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