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Mortos em protestos no Nepal foram 72, atualiza governo

Nepal viveu dias sob protestos violentos contra a corrupção e suspensão de redes sociais

ESTADÃO CONTEÚDO

15/09/2025 • 07:00 • Atualizado em 15/09/2025 • 07:03

Protestos no Nepal

Protestos no Nepal

Adnan Abidi/Reuters

O Nepal atualizou, no domingo, 14, para 72 o total de pessoas mortas em decorrência das manifestações violentas que tomaram o país semana passada. Outras 191 ficaram feridas.

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A nova primeira-ministra interina do país, Sushila Karki, prometeu ouvir as demandas dos manifestantes pelo fim da corrupção.

O país viveu dias sob protestos violentos contra a corrupção e suspensão de redes sociais. O caos resultou em ataques físicos contra políticos e incêndios em prédios e residências oficiais, forçando a renúncia do primeiro-ministro do país, Khadga Prasad Oli.

O estopim para os protestos foi a proibição de 26 plataformas de mídia social pelo governo, que afirmou que elas não estariam cumprindo as novas regulamentações estatais. O banimento atingiu plataformas populares como Instagram e Facebook.

As autoridades afirmaram que as redes sociais se recusaram a se registrar de acordo com a lei nepalesa, que exige que plataformas estrangeiras estabeleçam representação local e um diretor de compliance. Apenas algumas, incluindo TikTok e Viber, cumpriram a exigência até o momento.

O governo acusou as plataformas de não colaborar com a justiça do país para combater uma onda de abusos on-line, em que usuários de redes sociais com identidades falsas espalham discurso de ódio, notícias falsas, cometem fraudes e outros crimes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.