Resumo
Conflito Rússia-Ucrânia intensificou-se devido à possível adesão ucraniana à OTAN, agravado pela anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e a recente invasão russa em 2022.
Presidentes Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky discutem termos de cessar-fogo nos EUA, com demandas russas incluindo não adesão da Ucrânia à OTAN e reconhecimento da anexação da Crimeia.
OTAN, aliança militar formada em 1949, reafirma em 2021 o compromisso de adesão da Ucrânia, contrariando as exigências russas e mantendo a tensão na região.
O cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, conflito que já dura três anos, foi uma das promessas de campanha feitas pelo presidente americano Donald Trump. Recentemente, os presidentes dos dois países, Vladimir Putin e Volodmymyr Zelensky, estiveram nos Estados Unidos para discutir o fim da guerra – que escalou, em suma, pela possível entrada ucraniana na OTAN.
Em 2008, a OTAN prometeu aceitar a Geórgia e Ucrânia. Putin, que já havia criticado o tratado, e era o atual primeiro-ministro do país, acionou os mecanismos de “defesa” e ocupou partes da Geórgia. Em 2014, anexou a Crimeia.
Foi aí que relação dos dois países, Rússia e Ucrânia, foi estremecida. Naquele ano, os russos cruzaram, ilegalmente, a fronteira estadual ucraniana para a ocupação “temporária” da Crimeia.
De acordo com o governo local, os militares russos, que não tinham distintivos e não foram identificados, bloquearam unidades militares ucranianas e desligaram a TV estatal. No mês seguinte, os russos fizeram uma espécie de referendo, no qual há uma consulta popular pela aprovação – ou rejeição – de uma lei ou ato administrativo, sobre o status da Crimeia.
Contestado pela Constituição ucraniana e as normas do direito internacional, o referendo não foi reconhecido globalmente. Mesmo assim, em dois dias, a Rússia incorporou o território ao país.
OTAN
Em 2021, a Rússia havia apresentado uma lista de demandas de garantias de segurança para a OTAN e os Estados Unidos. O pedido incluía a recusa da Ucrânia, assim como de outros estados, de entrar na organização, além de interromper qualquer atividade militar na Europa Oriental entre outras exigências.
O pedido aconteceu depois que, em junho do mesmo ano, na cúpula em Bruxelas, os chefes de Estado e de governo da OTAN reafirmaram a decisão da Cimeira de Bucareste, de 2008, sobre a adesão da Ucrânia no tratado.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte é uma aliança militar e política estabelecida em 1949 por países da Europa e América do Norte. O objetivo da aliança é assegurar a defesa dos membros, por meio da cooperação política e militar. Nesse caso, caso um dos países-membro seja atacado, os demais são obrigados a ajudar.
Na lista de 32 países-membros, estão potências mundiais, como Estados Unido e Reino Unido.
A escalada do conflito começou em fevereiro de 2022, quando os ucranianos afirmaram que se retiraram dos acordos de Minsk ao reconhecer a “independência” dos territórios temporariamente ocupados – como a Crimeia. Dois dias depois, as tropas russas invadiram o país nas regiões de Kherson, Donetsk, Luhansk, Sumy, Kharkiv, Kiev e outras.
Putin pede a Trump que Ucrânia não entre na OTAN
Nas negociações recentes, Putin disse que quer o reconhecimento internacional da anexação da Crimeia e que a Ucrânia retire as tropas das províncias de Donetsk e Luhansk, em troca de acabar com a guerra em outras cidades ocupadas, como Kherson e Zaporíjia. A Ucrânia, por outro lado, disse que não vai ceder o território.
Além disso, o líder russo pediu que a Ucrânia não entra na aliança militar.
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