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Hugo Motta cobra 'gestos' de Lula para definir apoio à reeleição em 2026

O presidente da Câmara afirma que aliança depende de reciprocidade política e projetos que atendam aos interesses do estado da Paraíba.

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/01/2026 • 19:25 • Atualizado em 12/01/2026 • 19:30

Hugo Motta

Hugo Motta

Marina Ramos / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (12), em João Pessoa (PB), que aguarda sinalizações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de oficializar um eventual apoio à reeleição do petista.

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Reciprocidade e alianças regionais

Durante evento na capital paraibana, o parlamentar destacou que qualquer definição sobre o pleito presidencial passa por uma lógica de trocas políticas. Segundo Motta, a construção desse apoio exige uma análise cuidadosa sobre as contrapartidas oferecidas ao seu grupo político e ao estado.

"A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que, nessa construção política, entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar", declarou o deputado. Ele ressaltou que o processo deve ser conduzido de maneira tranquila e respeitosa com a população local.

Motta pontuou que a decisão não é isolada e envolve outros atores. Na visão do parlamentar, o posicionamento do Partido dos Trabalhadores (PT) e as alianças mantidas pelo Republicanos na Paraíba, especialmente com o governador João Azevêdo e o vice-governador Lucas Ribeiro, são fundamentais para o martelo ser batido.

Veto aos atos de 8 de janeiro

O deputado também comentou sobre o veto de Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria das penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Motta afirmou que o tema dividiu o país ao longo de 2025, mas garantiu que o Legislativo encara a decisão do Executivo com naturalidade.

Ele lembrou que a proposta teve amplo diálogo na Câmara, alcançando quase 300 votos. "Respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto", afirmou o presidente da Casa.

Ritos para a derrubada de vetos

A análise mencionada por Motta seguirá o rito constitucional de votação em sessão conjunta. O parlamentar reforça que o Legislativo avaliará se mantém ou derruba a decisão presidencial conforme o entendimento das bancadas.

Para que um veto seja rejeitado pelos parlamentares, é necessária a maioria absoluta de votos nas duas Casas. Isso significa que o texto precisa de, no mínimo, 257 votos favoráveis à derrubada na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.

A declaração ocorreu em um contexto de agenda institucional. O deputado acompanhou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que anunciou investimentos do governo federal para o pré-carnaval de João Pessoa, reforçando a proximidade administrativa entre o ministério e a base do deputado na Paraíba.