
Elon Musk
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Promotores franceses realizaram buscas nos escritórios da plataforma X, de Elon Musk, nesta terça-feira (3) como parte de uma investigação preliminar sobre uma série de supostos crimes, incluindo a disseminação de imagens de abuso sexual infantil e deepfakes.
A investigação foi aberta em janeiro do ano passado pela unidade de crimes cibernéticos da Procuradoria, informou o Ministério Público (MP) de Paris em comunicado.
Ela apura suposta "cumplicidade" na posse e disseminação de imagens pornográficas de menores, deepfakes com conteúdo sexual explícito, ocultação de crimes contra a humanidade e manipulação de um sistema automatizado de processamento de dados como parte de um grupo organizado, entre outras acusações.
Os promotores também pediram que Elon Musk e a ex-CEO Linda Yaccarino comparecessem a "entrevistas voluntárias" em 20 de abril. Funcionários da X também foram intimados para depor como testemunhas na mesma semana, segundo o comunicado. Yaccarino foi CEO de maio de 2023 a julho de 2025. Um porta-voz da empresa X não respondeu ao pedido de comentário.
Em uma mensagem publicada no X, a Procuradoria de Paris anunciou as buscas em andamento nos escritórios da empresa na França e afirmou que estava deixando a plataforma, ao mesmo tempo em que pediu aos seguidores que a acompanhassem em outras redes sociais.
"Nesta fase, a condução da investigação baseia-se numa abordagem construtiva, com o objetivo final de garantir que a plataforma X cumpra a legislação francesa, uma vez que opera em território nacional", afirmou o comunicado dos procuradores.
A Europol, agência policial da União Europeia, "está apoiando as autoridades francesas neste caso", disse o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth, à Associated Press, sem dar mais detalhes.
A investigação foi aberta após relatos de um parlamentar francês alegando que algoritmos tendenciosos no sistema X provavelmente distorceram o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados.
A medida foi posteriormente ampliada depois que o chatbot de inteligência artificial de Musk, Grok, gerou publicações que supostamente negavam o Holocausto e disseminavam deepfakes com conteúdo sexual explícito, segundo o comunicado. Negar o Holocausto é crime na França.
Grok escreveu em uma postagem amplamente compartilhada em francês que as câmaras de gás no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau foram projetadas para "desinfecção com Zyklon B contra o tifo", e não para assassinatos em massa - uma linguagem há muito associada à negação do Holocausto.
A empresa de inteligência artificial de Musk criou a xAI, que está integrada à sua plataforma X.
Em publicações posteriores em sua conta X, o chatbot reconheceu que sua resposta anterior estava errada, afirmou que ela havia sido apagada e apontou para evidências históricas de que o Zyklon B foi usado nas câmaras de gás de Auschwitz para matar mais de 1 milhão de pessoas.
Grok tem um histórico de comentários antissemitas. A empresa de Musk removeu postagens do chatbot que pareciam elogiar Adolf Hitler após reclamações.
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