
Divulgação/Polícia Civil de SP
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), denunciou oito pessoas por participação na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, morto no dia 15 de setembro, na Praia Grande, litoral paulista.
A denúncia foi apresentada nesta sexta-feira (21) e marca a conclusão da primeira fase das investigações conduzidas pela força-tarefa criada pela Secretaria da Segurança Pública após o crime.
Os denunciados responderão por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, favorecimento pessoal e por integrar organização criminosa armada.
Crime foi ordenado pelo alto escalão do PCC, diz investigação
De acordo com a Polícia Civil, os oito denunciados fazem parte de um grupo responsável por planejar e executar o assassinato por ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A facção teria determinado a morte de Fontes em razão da sua atuação histórica contra o crime organizado — o ex-delegado atuou por mais de 40 anos na corporação e ocupou o cargo máximo entre 2020 e 2021.
As investigações apontam que o planejamento começou em março de 2025, com a subtração de veículos, compra de armamentos de grosso calibre e definição de imóveis de apoio logístico na Baixada Santista.
Foram utilizados carros furtados, imóveis alugados para a operação e até aplicativos de transporte para despistar a polícia.
Emboscada e dezenas de tiros de fuzil
No dia do crime, os executores emboscaram a vítima na saída da Prefeitura de Praia Grande. Fontes foi atingido por dezenas de disparos de fuzis. Durante a ação, dois transeuntes foram feridos, configurando duas tentativas de homicídio.
Após o ataque, os criminosos incendiaram um dos veículos usados e se dispersaram.
Um dos suspeitos morreu durante as investigações, após resistir à prisão.
Investigações continuam
Apesar da denúncia contra oito envolvidos, o GAECO afirma que as apurações seguem em andamento para identificar outros participantes — parte deles já reconhecida, mas ainda não denunciada.
A execução de Ruy Ferraz, um dos delegados mais experientes da história recente da Polícia Civil paulista, é considerada uma das ações mais ousadas do PCC nos últimos anos.
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