
Polícia Civil de São Paulo
Polícia Civil de São Paulo
Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (10), mirou policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e um advogado por suposta participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
A ação foi batizada de Operação Mata-Nota e também cumpriu mandados de busca na sede da unidade policial.
Segundo o Ministério Público, o advogado Ademilson Alves de Brito teria repassado cerca de R$ 1 milhão em propina a agentes da Polícia Civil para garantir o arquivamento de um inquérito que investigava o traficante Wagner Nascimento de Souza, conhecido como “Costurado”, apontado como integrante da facção criminosa PCC.
Foram presos o advogado e o investigador Murilo Muniz. O policial Alan Fernandes Dias segue foragido. Um escrivão do Denarc também é investigado e foi alvo de buscas.
Conforme a Promotoria, mesmo após a localização de um laboratório de refino de drogas vinculado a “Costurado”, em Jarinu, no interior de São Paulo, a investigação acabou sendo interrompida. O inquérito teve início após a apreensão de 345 kg de drogas escondidos em um fundo falso de um caminhão frigorífico, em maio do ano passado.
Após a quebra do sigilo de aparelhos, o Ministério Público encontrou uma videochamada entre o advogado e os dois policiais que serviu de base para o pedido de prisão.
A operação conta ainda com a participação da Corregedoria da Polícia Civil, que apura a conduta dos agentes envolvidos. A reportagem da Band ainda não conseguiu contato com os advogados dos presos.
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