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PF prende policial suspeito de receber R$ 1 milhão em propina do PCC

Segundo o Ministério Público, um advogado teria repassado o valor em propina a agentes da Polícia Civil para garantir o arquivamento de um inquérito que investigava o traficante Wagner Nascimento de Souza

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

10/12/2025 • 10:22 • Atualizado em 10/12/2025 • 10:22

Polícia Civil de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo

Polícia Civil de São Paulo

Uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira (10), mirou policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e um advogado por suposta participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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A ação foi batizada de Operação Mata-Nota e também cumpriu mandados de busca na sede da unidade policial.

Segundo o Ministério Público, o advogado Ademilson Alves de Brito teria repassado cerca de R$ 1 milhão em propina a agentes da Polícia Civil para garantir o arquivamento de um inquérito que investigava o traficante Wagner Nascimento de Souza, conhecido como “Costurado”, apontado como integrante da facção criminosa PCC.

Foram presos o advogado e o investigador Murilo Muniz. O policial Alan Fernandes Dias segue foragido. Um escrivão do Denarc também é investigado e foi alvo de buscas.

Conforme a Promotoria, mesmo após a localização de um laboratório de refino de drogas vinculado a “Costurado”, em Jarinu, no interior de São Paulo, a investigação acabou sendo interrompida. O inquérito teve início após a apreensão de 345 kg de drogas escondidos em um fundo falso de um caminhão frigorífico, em maio do ano passado.

Após a quebra do sigilo de aparelhos, o Ministério Público encontrou uma videochamada entre o advogado e os dois policiais que serviu de base para o pedido de prisão.

A operação conta ainda com a participação da Corregedoria da Polícia Civil, que apura a conduta dos agentes envolvidos. A reportagem da Band ainda não conseguiu contato com os advogados dos presos.