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MPSP processa fabricante de ração após morte de dezenas de cavalos; entenda

Promotoria pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e o bloqueio de ativos da empresa e de seu proprietário, após contaminação em larga escala

Da redação
DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 20:24 • Atualizado em 25/05/2026 • 20:26

Ministério Público de São Paulo

Ministério Público de São Paulo

Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ajuizou uma ação civil pública contra uma empresa de nutrição animal e seu proprietário devido à fabricação de rações contaminadas que causaram a morte de dezenas de cavalos e o adoecimento de centenas de outros animais em diversas cidades brasileiras.

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A ação, movida pela Promotoria de Justiça do Consumidor, solicita medidas urgentes, como o bloqueio de bens dos réus e a realização de recall imediato de todos os produtos que ainda possam estar no mercado.

Entenda a contaminação e os danos

As investigações do caso indicam que a fabricante utilizou resíduos de soja contaminados por alcaloides pirrolizidínicos na composição de rações destinadas a diferentes espécies, incluindo equinos, bovinos, suínos e aves. Exames laboratoriais e necropsias revelaram que a concentração dessas substâncias nos produtos atingiu níveis até 2.600 vezes superiores ao limite considerado seguro para o consumo de equinos.

O impacto da contaminação foi abrangente e atingiu propriedades rurais em vários Estados. Segundo dados consolidados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), foram confirmadas 238 mortes de equídeos em decorrência do consumo dos produtos.

Entre os casos de maior gravidade, destaca-se um haras em Indaiatuba, com 29 mortes e 120 animais adoecidos, e o município de Atalaia, em Alagoas, que registrou 79 óbitos. Episódios semelhantes também ocorreram em propriedades de Campinas, Itu, Porto Feliz, Volta Redonda e Jaboticatubas.