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Namorada de homem morto em academia por ciúmes nega conhecer autor do crime

Jheniffer Balardin, que se relacionava com David Schmidt Prado, disse que também nunca se relacionou com qualquer ex-namorada de Lucas Wancler Ferreira dos Santos

Da redação
DA REDAÇÃO

09/01/2026 • 09:53 • Atualizado em 09/01/2026 • 09:53

Resumo

Assassinato de David Schmidt Prado, de 37 anos, ocorreu dentro de uma academia em Londrina (PR) no dia 5 de janeiro, tendo Lucas Wancler Ferreira dos Santos como suspeito do crime, que foi registrado por câmeras de segurança e classificado pela polícia como emboscada motivada por ciúmes.

Manifestação da advogada Jheniffer Balardin, namorada da vítima, ocorreu nas redes sociais para negar boatos de envolvimento entre David e a companheira do agressor, reforçando que não havia vínculo algum, que o crime foi uma atrocidade indescritível e que não há justificativa para tamanha violência.

Despedida de Jheniffer relatou planos interrompidos do casal, o impacto emocional da perda e a dor causada pelo crime, enquanto a vítima deixou um filho de 6 anos e foi enterrada sob forte comoção, com familiares e amigos esperando por justiça.

A namorada de David Schmidt Prado, de 37 anos, morto a facadas dentro de uma academia em Londrina (PR), na última segunda-feira (5), usou as redes sociais para rebater especulações sobre o crime e negar qualquer vínculo com o autor do ataque. A advogada Jheniffer Balardin, que se relacionava com a vítima, afirmou não conhecer Lucas Wancler Ferreira dos Santos, apontado como o agressor, e classificou o assassinato como uma “atrocidade indescritível”.

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Em publicação feita no dia 8 de janeiro, Jheniffer foi enfática ao negar que David tivesse qualquer envolvimento com a companheira do suspeito — informação que circulou após a polícia apontar ciúmes como possível motivação do crime.

“É preciso deixar claro: Davi não tinha qualquer relacionamento com a mulher desse agressor. Davi se relacionava comigo. Nós éramos namorados. E ainda que, em algum momento distante, tivesse havido qualquer contato, isso não daria a ninguém o direito de tirar uma vida”, escreveu.

Ela também destacou que David era um homem livre e que nada justificaria a violência.

“Não há argumento, não há justificativa, não há explicação que sustente tamanha barbárie”, afirmou.

Planos interrompidos

Dois dias antes, em 6 de janeiro, Jheniffer publicou um longo texto de despedida, no qual relatou os últimos momentos ao lado de David e a rotina interrompida de forma brutal.

Segundo ela, David saiu de casa pela manhã como de costume e prometeu voltar após o trabalho. “Você levantou de manhã, me abraçou como sempre, me encheu de beijos e prometeu voltar depois do trabalho”, escreveu.

A namorada descreveu a dor de encontrar os pertences dele ainda no local e questionou a perda repentina.

“Deixou sua escova de dente no mesmo lugar, seu chinelinho na porta e suas roupas da viagem aqui. E eu só consigo questionar: por quê, Deus? Por quê?”

No relato, Jheniffer também falou sobre os planos do casal, que incluíam a escolha de uma casa para morar juntos.

“Tínhamos feito tantos planos na viagem, até nossa casinha já tínhamos escolhido e todos esses planos foram interrompidos”, desabafou.

Investigação

David foi morto dentro da academia após ser atacado com golpes de faca. Imagens de câmeras de segurança registraram a ação, que, segundo a polícia, foi uma emboscada. O crime chocou Londrina e ganhou repercussão nacional pela brutalidade e pelo fato de ter ocorrido em um local público.

No texto mais recente, Jheniffer atribuiu o assassinato a sentimentos que classificou como destrutivos. “Tudo isso foi arrancado de forma covarde por sentimentos pequenos e doentios: ciúmes, insegurança e, acima de tudo, inveja”, escreveu.

Ela encerrou reafirmando a confiança na Justiça.“A certeza de que a justiça será feita. A justiça de Deus jamais falhará”, declarou.

David Schmidt Prado deixou um filho de 6 anos e foi enterrado sob forte comoção de familiares e amigos no Paraná.

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