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Namorado de 'delegada do PCC' treinava adolescentes para cometer homicídios

"Dedel", "Vrau Nelas" ou "Americano", como Jardel também é conhecido, teria como uma das principais atuações colocar menores de idade para punir outros membros da facção

Da Redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

21/01/2026 • 16:04 • Atualizado em 21/01/2026 • 16:12

Delegada é presa em São Paulo

Delegada é presa em São Paulo

Reprodução

Jardel Neto Pereira da Cruz, 28 anos, apontado como namorado da delegada Layla Lima Ayub, presa em São Paulo na última sexta-feira (16) seria chefe do PCC em Roraima, segundo denúncia de 2021 do Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR). O documento também aponta que ele treinava adolescentes para cometer crimes, incluindo tortura.

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"Dedel", "Vrau Nelas" ou "Americano", como Jardel também é conhecido, teria como uma das principais atuações colocar menores de idade para punir outros membros da facção. Como exemplo, o líder regional mostraria como se bate na mão com um pedaço de pau, ainda de acordo com o documento.

A denúncia afirma que a posição dele era de "Geral da Disciplina", tendo a ordem final caso algum membro precisasse ser executado. Outro posto de "Dedel" seria o de "Geral do Estado", liderança de Roraima, "atuando ativamente no comércio de entorpecentes na cidade de Boa Vista", diz a denúncia. Isso incluiria a realização de atentados contra autoridades do Poder Judiciário, sistema penal e integrantes de forças de segurança.

Em 2021, Jardel estava em Boa Vista, em um lugar conhecido como "baixada caranã", quando uma equipe do FICCO passou a monitorá-lo - até o momento em que o grupo fez a abordagem e revista depois que "Dedel" fugiu para a própria residência, explicaram os agentes.

Entenda o caso

O Ministério Público de São Paulo deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Serpens, visando desarticular um esquema de colaboração entre uma delegada de polícia e a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi presa durante a ação.

Segundo as investigações, a delegada Layla Lima mantinha vínculo pessoal e profissional com membros da facção organização, “inclusive exercendo irregularmente o cargo de advogada, em audiência de custódia, para presos integrantes de organizações criminosas, após ter tomado posse no cargo de delegada de polícia”.

A operação contou com o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. As diligências foram realizadas nas cidades de São Paulo e Marabá, no Pará.

Layla Lima Ayub será indiciada por quatro crimes: exercício irregular da profissão, integrar organização criminosa, falsidade ideológica e associação para o tráfico. Layla foi detida na zona Oeste da capital paulista.

Na cerimônia de posse como delegada no Palácio dos Bandeirantes, em 19 de dezembro, que contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Layla foi acompanhada por Jardel.