
Navio africano à deriva há mais de 50 dias é resgatado pela Marinha
Marinha do Brasil
O navio-tanque "NW Aidara" ficou à deriva após uma falha no sistema hidráulico, registrada no dia 5 de fevereiro. O problema comprometeu o controle da embarcação, provocou vazamento de óleo e danificou o sistema de direção.
A embarcação, de bandeira de Togo, levava 11 tripulantes e ficou sem propulsão em alto-mar. Inicialmente, o navio estava fora da área de responsabilidade do Brasil, em uma região monitorada por autoridades marítimas da África Ocidental.
Com o deslocamento contínuo, o navio acabou entrando na área de busca e salvamento sob jurisdição brasileira. A partir daí, a operação passou a ser coordenada pelo Salvamar Nordeste, ligado ao Comando do 3º Distrito Naval.
O serviço de busca e salvamento foi acionado no dia 25 de fevereiro, quando a Marinha tomou conhecimento da situação da embarcação. O navio estava a cerca de 1.250 quilômetros da costa brasileira.
Durante os primeiros dias, embarcações que navegavam próximas ajudaram no socorro, fornecendo água e mantimentos à tripulação. Sem comunicação via satélite ou rádio de longo alcance, o contato com o navio era limitado e dependia da aproximação de outras embarcações.
No dia 1º de março, um navio mercante conseguiu se aproximar e fez contato com a tripulação, que estava em boas condições de saúde. Os tripulantes chegaram a tentar reparar a falha por conta própria, mas o problema não foi resolvido.
Com o risco de o navio seguir à deriva em direção ao litoral nordestino, o que poderia causar acidentes e impacto ambiental, a Marinha decidiu intensificar a operação.
No dia 9 de março, o navio-patrulha oceânico Araguari foi enviado para interceptar a embarcação e prestar apoio. Ao mesmo tempo, outros navios da Marinha foram mobilizados, incluindo a corveta Caboclo e o rebocador de alto-mar Triunfo, responsável pelo resgate.
Após semanas de operação, o navio foi finalmente rebocado em segurança. A embarcação chegou ao Porto de Fortaleza, no Ceará, no dia 27 de março, com os 11 tripulantes sem ferimentos.
Segundo a Marinha, a operação evitou riscos à navegação e possíveis danos ambientais, além de garantir a segurança da tripulação.
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