
Israel bloqueia entrada de ajuda da ONU em Gaza
Reprodução/Reuters
A dois dias do segundo aniversário do massacre de 1.200 pessoas no sul de Israel, que resultou no massacre de mais de 67 mil palestinos em Gaza, renasce a esperança. Uma cautelosa esperança.
É “AGORA OU NUNCA” — alertou um cartaz gigante carregado por milhares de manifestantes na Praça dos Reféns em Tel Aviv, reproduzido pelo presidente Donald Trump em sua plataforma Truth Social.
As negociações para a troca de 20 reféns vivos por 1.950 prisioneiros palestinos, 250 deles condenados à prisão perpétua, vão começar no Cairo, nesta segunda-feira, quando os judeus no mundo todo comemoram o Sucot, nos próximos sete dias -- a viagem dos israelitas escravos do Egito para Canaã, em 1.513 a.C.. (Sucot significa cabanas, como as que foram usadas no êxodo de 40 anos pelo deserto do Sinai.) O Egito, ao mesmo tempo, celebra o que considera uma vitória sobre Israel na Guerra de Yom Kippur, em 6 de outubro de 1973.
A próxima fase do cessar-fogo contém perigos de ruptura ao tratar da retirada das tropas israelenses de Gaza desmilitarizada, o desarmamento do Hamas, a formação de uma nova administração palestina com “Tony da Arábia”, o apelido do ex-premiê britânico Tony Blair, lembrando Lawrence da Arábia, e o futuro de um tão sonhado estado palestino.
Israel venceu a batalha em Gaza, no Líbano contra o Hezbollah, no Irã nuclear e contra os mísseis balísticos e drones dos rebeldes iemenitas Houthis, mas perdeu a guerra, isolado do mundo.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enfrenta agora a revolta dos partidos de extrema-direita que avisaram que o abandonarão se a guerra não prosseguir até a ocupação total de Gaza e o fim do Hamas. Ele continua sob julgamento em três processos de corrupção.
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