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Netanyahu agradece Trump por cessar-fogo e diz que presidente é o "maior amigo de Israel"

A declaração foi feita durante uma cerimônia no Parlamento israelense, nesta segunda-feira (13)

da Redação
DA REDAÇÃO

13/10/2025 • 07:37 • Atualizado em 13/10/2025 • 07:37

Resumo

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, por sua liderança nas negociações que culminaram no cessar-fogo com o Hamas.

Nesta segunda-feira (13), 20 reféns israelenses foram libertos pelo Hamas.

Netanyahu elogiou Trump por seus esforços diplomáticos, atribuindo-lhe méritos pela paz e anunciando sua indicação para o Prêmio Israelense de Honra e o Prêmio Nobel da Paz, enquanto enfrenta críticas internas por personalizar o acordo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu nesta segunda-feira (13) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua “liderança crucial” nas negociações que resultaram no cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O discurso aconteceu durante uma cerimônia no Parlamento israelense, em Jerusalém, poucas horas depois de o grupo terrorista libertar os primeiros 20 reféns israelenses mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza.

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Todas as nossas pessoas vivas voltaram para casa. Que alegria. Esperamos muito tempo por isso, e estamos comprometidos com a paz”, declarou Netanyahu, sob aplausos dos parlamentares e diante da presença de Trump e de sua comitiva.

“Trump é o maior aliado da história de Israel”

Em um discurso de mais de uma hora, Netanyahu fez uma série de agradecimentos ao presidente norte-americano, exaltando as decisões tomadas durante seus dois mandatos anteriores e atribuindo a ele parte da responsabilidade pelo atual acordo.

Nenhum presidente americano fez mais por Israel do que Donald Trump. Nenhum chegou sequer perto disso”, disse o premiê, enquanto parte do público gritava o nome do republicano.

Netanyahu lembrou que Trump foi o responsável por reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e por transferir a embaixada americana de Tel Aviv para a cidade — decisão que, à época, provocou reações contrárias da comunidade internacional. Ele também citou o reconhecimento norte-americano da soberania israelense sobre as Colinas de Golã e os Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes.

Trump trouxe a maior parte do mundo árabe para perto de Israel e fez algo que ninguém acreditava ser possível. Ele mudou o mundo de maneira decisiva e rápida”, afirmou.

“Um tempo de guerra e, agora, um tempo de paz”

Durante o discurso, o primeiro-ministro alternou o tom entre o agradecimento político e as memórias do conflito que começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra cidades israelenses, matando centenas de civis.

Lembramos das famílias queimadas vivas, dos jovens assassinados no festival Nova, dos bebês levados como reféns. Esses monstros atacaram inocentes, e Israel respondeu com coragem para defender sua população e libertar os reféns”, disse.

Netanyahu afirmou que a operação militar israelense “desmantelou o eixo do Irã”, citando a morte de líderes do Hezbollah, da Síria e do Iêmen, e chamou os soldados mortos de “heróis que garantiram a sobrevivência e o sucesso da nação”.

Pagamos um preço alto nesta guerra, mas nossos inimigos entenderam que atacar Israel foi um erro catastrófico. A força que demonstramos é o fundamento da paz”, declarou.

O premiê citou o livro bíblico do Eclesiastes para marcar o momento: “Há um tempo para a guerra e um tempo para a paz. Os últimos dois anos foram de guerra; os próximos, espero, serão de paz.”

Reféns e a promessa cumprida

Netanyahu afirmou que o cessar-fogo e a libertação dos reféns são resultado direto da combinação entre a pressão militar israelense e a diplomacia liderada por Trump.

Prometi trazer todos os reféns de volta, e hoje, com a ajuda indispensável do presidente Donald Trump e com os sacrifícios incríveis de nossos soldados, estamos cumprindo essa promessa”, disse.

Segundo ele, a libertação dos primeiros 20 reféns marca o início de um processo rumo à paz. O primeiro-ministro afirmou que forças especiais israelenses também conseguiram resgatar oito reféns vivos em operações anteriores.

“Fundação da paz através da força”

Netanyahu reafirmou que Israel continuará “vigilante” em sua defesa, mas aberto à ampliação dos acordos de paz na região. Ele declarou que pretende “andar ao lado de Trump” na continuidade dos Acordos de Abraão e na busca por novos entendimentos com países árabes e muçulmanos.

A fundação da paz é a força. Só através da força podemos garantir a segurança e a liberdade do nosso povo. Ninguém quer mais a paz do que o povo de Israel”, afirmou.

O primeiro-ministro também anunciou que indicará Trump ao Prêmio Israelense de Honra e defendeu que o presidente seja considerado para o Prêmio Nobel da Paz. “Quando outros nos abandonaram, ele esteve ao nosso lado.

Contexto e reações

O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos encerra dois anos de intensos combates na Faixa de Gaza e foi firmado após a libertação dos primeiros reféns israelenses pelo Hamas. Pelo acordo, Israel deverá libertar cerca de 250 prisioneiros palestinos, incluindo condenados por ataques fatais, enquanto o grupo islâmico se comprometeu a libertar ao menos 48 reféns até o fim da semana.

Apesar da trégua, analistas políticos alertam que o acordo é frágil e depende do cumprimento de ambas as partes. Dentro de Israel, o discurso de Netanyahu recebeu apoio da base governista, mas também críticas de opositores, que acusam o premiê de “personalizar excessivamente” o acordo em torno de Trump.

“Este é um momento histórico,” concluiu Netanyahu.“A paz não é o contrário da força — é o seu resultado.”