
Netanyahu
Ronen Zvulun/Reuters
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reforçou a solidez de sua relação com o presidente americano Donald Trump, nesta quarta-feira (3), a quem classificou como "o melhor amigo que Israel já teve". Sem dar detalhes sobre o telefonema mais recente entre os dois, o premiê garantiu que ambos compartilham de "muitos acordos".
Netanyahu justificou os ataques israelenses a Beirute argumentando que o Líbano virou refém do Hezbollah. Segundo ele, o objetivo das ofensivas é desmilitarizar a região e enfraquecer o grupo extremista para permitir o surgimento de um "Líbano livre" e evitar uma invasão semelhante à cometida pelo Hamas.
Alinhamento estratégico e a questão iraniana
Sobre o Irã, o primeiro-ministro afirmou que o regime de Teerã está enfraquecido, embora o conflito persista. Ele defendeu a necessidade de confiscar o material nuclear do país e assegurou que as forças de Israel e dos EUA estão prontas para intervir militarmente em território iraniano, caso seja preciso.
Destaque: Netanyahu revelou que conversa com Trump a cada dois dias e que ambos estão alinhados nas decisões centrais sobre o Irã. O premiê afirmou que seguirá o posicionamento de Trump se houver uma escalada militar, destacando que o líder americano estuda diferentes alternativas.
Por fim, o chefe de governo israelense alertou que o uso de força militar não está descartado para liberar o Estreito de Ormuz, ponto que hoje centraliza as principais divergências para um eventual acordo de paz.
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