
Benjamin Netanyahu ao lado de Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria
REUTERS/Bernadett Szabo
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pousou em Budapeste à 1h30 da madrugada desta quinta-feira, na viagem em que desafia o mandado de prisão do Tribunal Penal (TPI) de Haia, por crimes de guerra em Gaza. O ministro da Defesa húngaro, Kristóf Szalay-Bobroviniczky, o recebeu com honras militares.
Não havia policiais no aeroporto. A imprensa húngara, em inglês, explicou que assim foi porque o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán avisou que não iria prender Netanyahu, apesar de ser subscritor do TPI, como integrante da União Europeia. O primeiro-ministro israelense fez uma viagem anterior aos EUA, que não é parte do TPI, para visitar Donald Trump, na Casa Branca.
Rodovias, pontes, praças e ruas importantes estarão fechadas em Budapeste à passagem de Netanyahu, que ficará no castelo da praça Széchenyl István, em Buda, perto da embaixada Israel. Hoje, ele visitará o Parlamento Húngaro, a 15 minutos de caminhada de onde está, mas irá de carro blindado, por segurança.
A força de contraterrorismo húngara, TEK, está coordenando todos os passos com a polícia, o serviço de gerenciamento de desastres e ambulâncias. Nas fotos, veem-se também agentes israelenses.
Em Israel, dois assessores seniores de Netanyahu, envolvidos no escândalo Catargate, gritaram um com o outro durante uma acareação e tiveram a detenção prolongada por mais 24 horas.
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