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Netanyahu reafirma veto a Estado palestino às vésperas de decisão na ONU

Apesar da pressão internacional, especialmente dos EUA, para que aceite avanços na proposta de cessar-fogo em Gaza, o premiê mantém posição rígida

Da redação
DA REDAÇÃO

16/11/2025 • 13:35 • Atualizado em 16/11/2025 • 13:45

Ronen Zvulun/Reuters

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou neste domingo sua oposição à criação de um Estado palestino, um dia antes de o Conselho de Segurança da ONU votar uma resolução proposta pelos Estados Unidos sobre Gaza que deixa aberta a possibilidade de independência palestina.

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Durante reunião de gabinete, Netanyahu afirmou que a posição israelense “não mudou nem um pouco” e argumentou que um Estado palestino poderia resultar, no futuro, em um território maior sob controle do Hamas nas fronteiras de Israel. Apesar da pressão internacional, especialmente dos EUA, para que aceite avanços na proposta de cessar-fogo em Gaza, o premiê mantém posição rígida.

O Conselho de Segurança deve votar uma resolução norte-americana que prevê um mandato da ONU para uma força internacional de estabilização em Gaza. A proposta enfrenta resistência de Rússia, China e países árabes.

Diante da demanda de nações que poderiam enviar tropas, os EUA revisaram o texto e incluíram uma formulação mais enfática sobre o direito à autodeterminação palestina. A nova versão afirma que o plano do presidente Donald Trump pode oferecer um “caminho confiável” para a criação de um Estado palestino. Já uma proposta alternativa apresentada pela Rússia adota linguagem ainda mais direta em defesa da criação desse Estado.

A solução de dois Estados — Israel e Palestina coexistindo lado a lado — é vista pela maior parte da comunidade internacional como a única alternativa viável para um acordo de paz duradouro.

*Com informações do Estadão Conteúdo.