
Emmanuel Macron e Donald Trump
Yoan Valat/Pool via REUTERS
Resumo
Publicações de Donald Trump nas redes sociais intensificaram tensões internacionais, incluindo ataques ao Reino Unido sobre as Ilhas Chagos, ameaças de tarifas à França por questões ligadas ao conselho de paz de Gaza e divulgação de mensagens privadas de Emmanuel Macron e Mark Rutte, secretário-geral da OTAN.
Reações de líderes europeus, especialmente do Palácio do Eliseu, classificaram as atitudes de Trump como inaceitáveis, enquanto o presidente americano segue defendendo a tomada da Groenlândia e utiliza memes para reforçar suas posições, aumentando o clima de instabilidade política.
Início do Fórum Econômico Mundial em Davos reúne chefes de Estado, empresários e organizações internacionais, com destaque para debates sobre crise da dívida, inteligência artificial e geopolítica global, incluindo guerra na Ucrânia e estratégias do trumpismo, enquanto autoridades americanas reafirmam a aliança com a Europa apesar das divergências.
O dia começou de madrugada e mais agitado do que o comum aqui na Europa. Já que, ontem à noite, nos Estados Unidos, Trump — mais uma vez — usou seu celular como metralhadora giratória.
Começou atacando o Reino Unido pelo plano de entregar as ilhas Chagos às Ilhas Maurício. Depois, ameaçou a França com 200 por cento de tarifa sobre vinhos e champanhes. Isso porque o presidente francês está recusando que a França entre no conselho de paz de Gaza. Macron teme que um conselho sob ampla liderança americana enfraqueça — mais ainda — a ONU.
Mas o presidente americano foi além: disse que ninguém quer saber de Macron, já que daqui a pouco ele estará deixando o poder, o que só acontece em 2027.
Trump publicou em suas redes sociais mensagens privadas do presidente francês e também de Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, aliança militar do Atlântico Norte. As mensagens de Macron diziam que ele não entendia onde Trump quer chegar com a Groenlândia e convidou o presidente americano para uma reunião do G7, que poderia acontecer nesta quinta, em Paris, incluindo a Rússia.
Trump segue postando que os Estados Unidos tomarão a Groenlândia de uma forma ou de outra, já que o território, segundo ele, é imperativo para a segurança mundial. Além disso, promoveu um “meme” dele próprio fincando a bandeira americana na maior ilha do Ártico.
Isso tudo por aqui está sendo chamado de A NOITE MALUCA DA CASA BRANCA.
Hoje, os líderes mundiais já estão em Davos para o Fórum Econômico Mundial, que oficialmente começou hoje. Nos discursos de abertura, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e Emmanuel Macron. Trump é esperado amanhã.
O Fórum Econômico de Davos é realizado todo janeiro desde 1971 e reúne chefes de Estado, de governo, empresários e organizações internacionais para discutir os grandes problemas globais, como economia, guerras, desigualdades sociais e meio ambiente. Este ano, os principais assuntos em pauta são o temor de uma crise da dívida pública mundial e a inteligência artificial, mas o que deve dominar mesmo é a geopolítica atual.
Uma delegação russa também é esperada no fórum e, certamente, a guerra na Ucrânia, assim como o trumpismo, devem ser bem debatidos. As provocações do presidente americano estão escalando e fazem parte de sua tática de negociação.
A Europa não está gostando nada disso, muito menos o Palácio do Eliseu, que já respondeu ser inaceitável haver chantagem e ameaças à política externa francesa.
Olha… muita confusão, realmente. O que a gente espera é que o discurso do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, se concretize. Ele insiste que os Estados Unidos são, sim, aliados da Europa, que divergências de posições são comuns e que, no final, todos chegarão a um consenso.
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