Em um discurso durante sua viagem à Malásia, o presidente Lula resumiu a nova diretriz da política externa brasileira com uma frase direta: "O nosso negócio é fazer negócio". A declaração foi feita ao reforçar que o Brasil não tomará partido na disputa entre Estados Unidos e China e buscará relações comerciais vantajosas com todas as nações, sem preferências ideológicas.
"O Brasil não tem preferência por países. Nós queremos manter relações com todos os países do mundo", afirmou Lula, rejeitando a ideia de uma nova Guerra Fria. "Nós não aceitamos uma nova Guerra Fria, que durante 50 anos permeou a vida da humanidade. O que nós queremos é que não haja Guerra Fria entre Estados Unidos e China."
O presidente deixou claro que o objetivo é a diversificação de parcerias para não depender de uma única potência. "Eu quero que a economia brasileira e a saúde deste meu país não fiquem dependendo de um único país. Eu quero que a gente dependa de todos os países do mundo, de cada um um pouquinho", defendeu.
Lula usou a oportunidade para destacar o potencial do Brasil como um parceiro global em diversas áreas, desde a transição energética até o agronegócio, citando a meta de atingir 500 novos mercados para os produtos brasileiros. Segundo ele, o pragmatismo deve guiar as negociações. "Nós não queremos confusão, a gente quer negociação. A gente não quer demora, a gente quer resultado. Essa é a minha lógica na direção do Brasil", concluiu.
A fala do presidente sinaliza um esforço para posicionar o Brasil como um ator independente no cenário internacional, focado em resultados econômicos e aberto ao diálogo com todos, seja para firmar o acordo entre Mercosul e União Europeia, seja para expandir o comércio com a Indonésia, a Malásia e toda a ASEAN.
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