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Novas ameaças contra o Irã no Conselho da Paz de Gaza

Ao Conselho de Paz não faltaram ameaças de guerra pelo seu fundador e presidente vitalício, Donald Trump: ele reiterou seu apelo para o Irã aceitar um acordo para seu programa nuclear, ou “coisas ruins vão acontecer”

Por Redação
REDAÇÃO

19/02/2026 • 17:28 • Atualizado em 19/02/2026 • 17:28

Moises Rabinovici
Novas ameaças contra o Irã no Conselho da Paz de Gaza

Novas ameaças contra o Irã no Conselho da Paz de Gaza

REUTERS/Akhtar Soomro

Uma nova Gaza nasceu hoje na Casa Branca, a 9.700 km da original em ruínas no Oriente Médio, como se estivesse em leilão. O lance inicial foi do presidente Donald Trump: US$10 bilhões.

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  • US$ 75 milhões – ofereceu a Fifa, em estádios de futebol.
  • Bolsa de estudos para 500 estudantes de Gaza por um período de cinco anos – deu o presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev.
  • Tratamento para 4 mil crianças e 4 mil de seus familiares – prometeu o presidente romeno Nicusor Dan.
  • Rejeição à anexação da Cisjordânia por Israel – propôs o primeiro-ministro egípcio Mostafa Madbouly.

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed Abdulrahman Al Thani: US$ 1 bilhão. O Chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah Bin Zayed, US$ 1.2 bilhão, além dos US$ 3 bilhões já investidos. O chanceler saudita Adel al-Jubeir: US$ 1 bilhão. O Marrocos e a Turquia darão soldados para a Força Internacional de Estabilização.

Ao Conselho de Paz não faltaram ameaças de guerra pelo seu fundador e presidente vitalício, Donald Trump: ele reiterou seu apelo para o Irã aceitar um acordo para seu programa nuclear, ou “coisas ruins vão acontecer”. Os EUA estão com os grupos de dois porta-aviões, submarino, centenas de caças de todos os tipos e cerca de 40 mil soldados de prontidão no Oriente Médio, à espera de uma ordem para iniciar um ataque.

Trump voltou a dizer que seu Conselho da Paz não vai substituir a ONU, que ele sempre tem criticado por não cumprir seu potencial. Talvez por coincidência, ou não, ele mandou pagar US$ 160 milhões de sua dívida de US$ 4 bilhões, esperados pelo secretário-geral Antônio Guterres para evitar um “iminente colapso financeiro”.

Um executivo do Conselho da Paz, Marc Rowan, detalhou a reconstrução da cidade de Rafá, no sul de Gaza. Ela deverá estar totalmente reformada em três anos. Na primeira fase, 100 mil casas para 500 residentes serão entregues. Outras 400 mil casas vão ser levantadas em outras partes do território. Em dez anos, Gaza estará autogovernada, integrada na região com indústrias e moradias para todos. O Banco Mundial criou um Fundo de Desenvolvimento e Reconstrução de Gaza.

A cerimônia de lançamento do Conselho da Paz durou 2,30 horas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, calculou em US$ 6,5 bilhões as doações prometidas, fora os US$ 10 bilhões dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro israelense Banjamin Netanyahu mandou o seu chanceler Gideon Saar como representante. Ele relutou em integrar o Conselho da Paz porque a Turquia faz parte. Mas, ao visitar Trump na semana passada, ele não teve como recusar.

Saar agradeceu a Trump o cessar-fogo e o resgate de todos os reféns israelenses vivos e mortos que estavam com o Hamas. Não se referiu às violações em que mais de 600 palestinos já foram mortos. Mas lembrou os 925 soldados que morreram em dois anos de guerra, iniciada quando o Hamas e a Jihad Islâmica invadiram o sul israelense e mataram 1.200 pessoas.

“Todos os planos anteriores para Gaza falharam porque nunca abordaram as questões centrais: terror, ódio, incitação e doutrinação” – disse Saar. E aí da Casa Branca voltou-se à Gaza original, em que a segunda fase do cessar-fogo está à espera de que o Hamas e a Jihad Islâmica se desarmem e Israel, em consequência, se retire, substituído por uma força multinacional em formação.

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