
Gaza
REUTERS/Mohammed Fayq Abu Mostafa
Ele apoiou a guerra no Iraque desfechada pelo ex-presidente George W. Bush. Ele trabalhou com o príncipe saudita Mohammed bin Salman, suspeito de ter mandado matar o jornalista dissidente Jamal Khashoggi.
Mas ele, o ex-premiê britânico Tony Blair (1997-2007), está de volta ao Oriente Médio com a Autoridade de Transição Internacional para Gaza.
“Não creio que nenhum de nós que acredita que devemos nos envolver com a Arábia Saudita tenha alguma vez diminuído nossa desaprovação disso”, disse Blair em uma entrevista em 2024. “Mas acredito que o que está acontecendo na Arábia Saudita é uma revolução social que tem implicações imensas e positivas para nossa segurança e para o Oriente Médio.”
Credenciais, Blair as tem. Por oito anos (2007-2015) ele tentou a paz entre israelenses e palestinos, com pouco sucesso, representando o Quarteto formado pelos EUA, ONU, União Europeia e Rússia. E ele fundou a ONG Instituto para Mudança Global que leva seu nome.
Blair é candidato a chefe da Autoridade Transição de Gaza. Dizia-se que a ideia da “Riviera do Oriente Médio”, anunciada por Trump no começo do ano, teria partido dele. Mas não se confirmou, e nem mais se atribuiu a ele.
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